A causa de Tarantini


“E depois do adeus” é a causa pela qual tem trabalhado o médio ofensivo do Rio Ave.

O dinâmico médio do Rio Ave está prestes a terminar a sua carreira como futebolista profissional. Considero tal facto uma pena: Tarantini fez por merecer muito mais. O médio foi para mim um dos melhores médios da última geração do futebol nacional. Poderia facilmente ter chegado a um clube grande (porque excelência técnica, táctica e ao nível de inteligência não lhe faltam) e poderia ter chegado à selecção nacional. O futebol nacional fica sempre a perder quando este tipo de jogadores saem de cena. Daqui a breves anos poderemos recordar na nossa memória um jogador muito inteligente em todas as acções que realizava em campo (dono de uma capacidade de pensamento e de execução ímpar, principalmente nos espantosos passes de ruptura com que rasgou defesas) e como um jogador  mortífero na finalização nos lances que lhe caiam nos pés dentro da área ou à entrada da área, demonstrando uma meia distância temível.


O médio sabe que a sua inevitabilidade chegará mais tarde ou mais cedo. Como tal, Tarantini tem vindo a preparar-se afincadamente para o dia em que pendurar as botas. Mestre em gestão desportiva, o médio tem neste momento em carteira vários projectos. O mais importante visa ajudar atletas em fim de carreira a preparar o seu futuro. Assim, o médio propõe-se com uma enorme humanidade a sensibilizar todos os atletas que possam vir a ter dificuldades em preparar o final da sua carreira através de exemplos de atletas que em poucos anos acabaram na miséria devido ao facto de não terem gerido bem os rendimentos que ganharam durante as suas carreiras. A missão é deveras nobre.

“E depois do Adeus” é um dos sub-projectos do projecto principal. O antigo jogador do Benfica e Gil Vicente Carlitos foi o primeiro convidado. Quando se retirou aos 33 anos, o habilidoso extremo, comprou um antigo posto de Turismo em Barcelos e transformou-o em restaurante, investindo uma boa parte do dinheiro que tinha ganho no futebol. Os resultados não foram imediatos, conforme o que foi explicado pelo gilista e Carlitos chegou a ver literalmente a sua vida a andar para trás. Sem perceber nada da área da restauração, o ex-jogador profissional confiou no know-how qualificado de um sócio com muita experiência naquele sector e foi esse sócio que lhe valeu nas horas mais difíceis. Um caso raro se tomarmos em conta que quase diariamente vemos vários atletas e dirigentes a confessar que perderam tudo o que ganharam devido às “companhias” de gente que prometia mundos e fundos.

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