Suiça 1-0 Letónia – Drmic resolveu o complexo


Tudo na mesma no Grupo B de qualificação! A selecção Suiça está a conseguir tornear, com mais ou menos dificuldade, os vários níveis de dificuldades presentes no grupo. A selecção letã, selecção que é orientada por Marian Pahars (um dos 23 que curiosamente veio a Portugal disputar o Euro 2004 na única participação daquela selecção do Báltico numa grande competição internacional) tentou fazer de tudo para contrariar o forte ascendente suiço ao longo da partida e acabou por vender cara a derrota, obrigando os suiços a terem que alterar o seu estilo de jogo várias vezes ao longo da partida em virtude da agressiva pressão realizada principalmente pelos seus dois médios construtores e da aceitável organização defensiva nos últimos 30 metros. O avançado Josip Drmic valeu aos suiços no S.O.S final da partida, saltando do banco para fazer o único golo da partida.


Puzzle de difícil resolução para Vladimir Petkovic. Os suiços começaram com os seus extremos (Xherdan Shaqiri e Admir Mehmedi) bem abertos na tentativa de construir situações de desequilíbrio nas alas através de processos de sobreposição lateral\extremo ou triangulação (com o auxílio dos jogadores do miolo Gelson Fernandes e Granit Xhaka) para conseguir servir bem na área o seu ponta-de-lança Haris Seferovic. A estratégia resultou nos primeiros minutos apesar da selecção letã ter demonstrado desde o início da partida que ia à procura de segurar um pontinho com uma atitude defensiva exemplar (defesa bem organizada; pressão imediata na perda do esférico por parte dos médios Laizans e Ladzins; o que esta dupla correu, pressionou e desarmou no primeiro tempo) e tentar os 3 pontos através de transições rápidas (em poucos toques) no contra-ataque seguidas de lançamentos em profundidade para os seus jogadores mais criativos, o lateral direito Freimanis e o extremo-direito Visnakovs. Apesar de não terem criado muitas situações de perigo, num ou noutro contra-ataque, os homens do Báltico (muito pouco técnicos) aproximaram-se da baliza defendida por Yann Sommer.

A agressividade demonstrada por Laizans e Ladzins no corredor central (sempre em cima de Granit Xhaka) obrigou os suiços a modificar por completo o posicionamento de alguns jogadores por falta de “municiamento” de jogo para as alas em virtude da maior pressão que era feita sobre Blerim Dzemaili, Gelson Fernandes (já de si complicado no processo de construção ofensiva pelas limitações técnicas que apresenta) e sobre Granit Xhaka. Admir Mehmedi passou a jogar mais colado a Seferovic (o único lance de perigo construído pelos suiços resulta precisamente de uma movimentação interior no corredor central do jogador do Bayer de Leverkusen) ou seja, oferecendo uma linha de passe entre as duas linhas defensivas atrasadas dos letões e Xherdan Shaqiri encurtou a sua distância para o organizador Granit Xhaka, o que obrigou Stephen Lichsteiner a subir mais no terreno e a dar largura e profundidade ao ataque suiço na ala direita. Com Shaqiri a interligar melhor o jogo entre Xhaka e o lateral direito da Juve, este começou a despejar mais cruzamentos para a área à procura da finalização dos dois avançados que actuam no futebol alemão. A defesa de Pahars conseguiria até ao intervalo dar conta do recado, “enviando várias das tentativas suiças para canto”.

A 2ª parte começou com uma perdida imensa de Xherdan Shaqiri na cara do guarda-redes da Letónia. Se na primeira parte os suiços tentaram romper a barreira letã com a colocação de bolas no flanco direito, na 2ª parte, a ala esquerda foi um autêntico paraíso por culpa de Freimanis, cada vez mais colado aos centrais: Moubandje pode finalmente subir no terreno e Mehmedi voltou ao seu posicionamento inicial, aproveitando a ausência do lateral e do extremo Visnakovs para colocar sem oposição cruzamentos para a área. Num desses cruzamentos, Shaqiri teve todo o tempo do mundo para receber na zona de penalty, olhar para o guarda-redes e colocar-lhe a bola ao ângulo. O jogador do Stoke acabou por bobear no momento do remate, oferecendo um autêntico passe ao guarda-redes.

Minutos depois, quando Vladimir Petkovic injectou sangue novo na frente de ataque, foi Josip Drmic (é conjuntamente com Mehmedi, hoje titular, um daqueles jogadores talhados para resolver jogos saído do banco) quem correspondeu de cabeça ao cruzamento que curiosamente foi realizado pelo extremo\avançado do Bayer de Leverkusen.

Se a selecção suiça continuar a conseguir vencer todos os seus compromissos, estou certo que teremos um Portugal – Suiça frenético para decidir o apuramento directo do Grupo B.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s