O árbitro de video resulta ou não resulta?


Claro que resulta! Claro que acrescenta “limpeza”, transparência e verdade desportiva ao jogo!

Se ainda existissem dúvidas, creio que essas dúvidas ficaram hoje dissipadas pela actuação do árbitro de video no jogo entre a França e a Espanha. A existência da figura é extremamente necessária para benefício da verdade desportiva precisamente por causa deste tipo de lances, ou seja, por causa de lances em que o posicionamento de determinado jogador em determinado contexto ditado pela rapidez com que se desenrola a jogada, coloca em dúvida a análise dos 3 árbitros que estão a acompanhar a jogo. Continuo a considerar que 3 árbitros não conseguem ver tudo o que se passa em campo. A multiplicidade de acções que são executadas a alta velocidade pelos jogadores não permitem que a equipa de arbitragem consiga focar-se correctamente em todos os acontecimentos contidos na jogada e decidir com a racionalidade que se exige. Quer queiramos quer não, a rapidez das movimentações dos jogadores criam efectivamente situações de ilusão de óptica.


As decisões tomadas pelo video árbitro a pedido do árbitro principal nos 2 lances que lhe suscitaram dúvidas (o golo invalidado a Antoine Griezmann por fora-de-jogo do jogador que assiste o avançado no momento do cruzamento para a área; a correcta validação do golo de Gerard Deulofeu) anularam portanto decisões que iriam influir directamente no desfecho final do resultado e que iriam gerar o habitual “falatório” em torno da arbitragem.

De que é que estão à espera para colocar finalmente em vigor esta medida? O que é que precisam de testar para constatar que esta é a melhor decisão possível para amenizar as consequências do natural erro humano? A International Board, a FIFA e a UEFA deviam-nos ter poupados a anos e anos de polémicas sobre a actuação dos árbitros, a anos e anos de decisões erradas que puseram em perigo a verdade desportiva, a anos e anos de más decisões que influenciaram determinante a atribuição de títulos a quem venceu com injustiça assim como nos deveriam ter poupado ao experimentalismo bacoco de estratégias que nada acrescentaram como a colocação de árbitros de baliza, quando a solução ideal para ajudar a resolver este tipo de problemas era tão evidente.

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