O que esperar do jogo do título?


Benfica e Porto jogam hoje no Estádio da Luz o 236º clássico da sua história. Cada clássico conta uma história e este não será diferente se atendermos ao contexto específico actual da liga portuguesa e até do panorama de crispação existente entre os dois clubes: apesar dos dois clubes ainda precisarem de vencer muitas batalhas até ao final do campeonato, a existir vencedor no jogo de hoje, essa equipa poderá conseguir encarreirar na Luz a conquista da Liga 2016\2017. Em primeiro lugar, depois do clima de guerrilha (mútua) que se verificou nas últimas semanas, crispação que chegou a meter a “selecção nacional” pelo meio deseja-se que a partida traga o necessário espectáculo e que tudo (dentro ou fora das 4 linhas) possa decorrer sem qualquer tipo de problemas. Isso é efectivamente o valor mais importante. O clima de crispação não pode passar por osmose para os adeptos que hoje se deslocarem ao Estádio da Luz para celebrar a festa do futebol.

Em segundo lugar, pede-se à equipa de arbitragem de Carlos Xistra a mais imaculada exibição possível para bem do futebol, da verdade desportiva e do fim do intolerável clima de desconfiança que se criou nas últimas semanas. Uma exibição agradável da equipa de arbitragem na partida não irá terminar com o clima de desconfiança existente mas irá aliviar a pressão sobre a arbitragem nas próximas semanas.

Com uma ausência de valor no onze encarnado, a de Fejsa, olhando para os dois onzes que vão ser utilizados pelos treinadores, creio que teremos um FC Porto muito pragmático na Luz à procura de estabilizar o jogo de forma a poder em primeiro lugar aspirar ao empate, a um “empate” com olhos na vitória se o Benfica cometer falhas defensivas. O figurino e a estratégia traçada por Nuno Espírito Santo não deverá destoar muito daquela que foi apresentada pelo treinador no jogo do Dragão frente ao Sporting. A colocação de André André (muito próxima a Danilo) no meio-campo (literalmente para fechar o corredor central) e a inserção de Corona na ala direita em detrimento da utilização de André Silva, jogando apenas com Tiquinho Soares na frente, revela que o treinador do Porto deverá ter indicado à equipa para baixar linhas nos primeiros minutos (atitude previsível face à possibilidade de uma “entrada de leão” por parte da equipa de Rui Vitória) para dar a iniciativa ao adversário. Se a equipa do Porto conseguir contrariar o ímpeto natural que a equipa da casa terá nos primeiros 20 minutos, entrará a mais que previsível estratégia de Nuno de tentar surpreender a defesa encarnada com o lançamento dos 3 da frente em profundidade. A inclusão de Brahimi, Soares e Corona na frente assim me indica. Se o Porto efectivamente marcar primeiro, será portanto de esperar que o Porto se remeta aos seus últimos 30 metros e complique a construção de jogo encarnada.

Por seu turno, a inclusão de Rafa no onze titular tem um motivo muito óbvio: o jogador entrará muitas vezes (assim como entrará Jonas pela interior direita) entre a linha média e a linha defensiva do Benfica para que a equipa consiga colocar o seu perigoso jogo de tabelas à entrada da área. Rafa poderá portanto aparecer muitas vezes no jogo “entre linhas” para ajudar a desbloquear qualquer problema que seja gerado pela concentração de muitos jogadores do Porto no corredor central.

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