Tour de Flandres: o que esperar de Phillipe Gilbert?


A mais recente prestação do antigo campeão do mundo nos 3 dias de Panne, prova que serviu de antecâmara para o espectáculo que teremos amanhã à tarde no Tour de Flandres (o 2º dos 5 monumentos do ciclismo mundial) indicia que Phillipe Gilbert irá aparecer em grande forma e com objectivos bem altos nas clássicas da primavera que teremos todos os domingos nas próximas 5 semanas.


Apesar da prova que se disputou esta semana não ter contado com a totalidade de todos os grandes favoritos à vitória nas clássicas que se avizinham (do lote de favoritos principais à conquista dessas provas faltaram à chamada nomes como John Degenkolb, Peter Sagan, Sep VanMarcke, Geraint Thomas, Ian Stannard, Tom Boonen, Niki Terpstra, Greg Van Avermaet, Tony Martin) a prova serviu para alguns dos eternos candidatos, casos de Gilbert e Alexander Kristoff, poderem realizar um último teste à sua condição física, e para algumas equipas poderem testar eventuais planos B aos seus chefes-de-fila. A Orica por exemplo ganhou na prova belga um bom plano B a Matthew Hayman (vencedor da Paris-Roubaix do ano passado) chamado Luke Durbridge. Na primeira etapa dos 3 dias de Panne, o australiano, ciclista mais vocacionado para o departamento do contra-relógio, deu-se muito bem e só perdeu na parte final para Gilbert porque o belga atacou com muita força e conseguiu nos últimos 20 km manter um andamento louco que impossibilitou qualquer esforço adicional de perseguição do ciclista australiano.

Outros ciclistas de aceitável potencial neste tipo de provas como Filippo Pozzato, Pim Ligthardt ou Sasha Modolo também revelaram na prova belga que tem condições para andar entre os melhores se conseguirem aguentar à trepidação do pavé e\ou se forem escolhendo as rodas certas ao longo da prova.

Depois de 4 temporadas muito agridoces na BMC (quando foi para a equipa Suiça, o Belga era o verdadeiro dominador das clássicas), o belga decidiu regressar a casa para representar a forte Quickstep. Com um andamento muito forte a fazer lembrar precisamente o “grande Phillipe Gilbert” de 2010 e 2011, acredito piamente que o belga irá entrar nas clássicas disputadas nos Países Baixos (Tour de Flandres, Flèche, Amstel e Liège-Bastogne-Liège) para recuperar o tempo perdido. O belga recuperou todas as qualidades que o fazem considerar um dos melhores corredores de sempre de clássicas: a inteligência na gestão do esforço ao longo da corrida, a excelência na leitura da s várias situações que a corrida lhe apresenta, os ataques explosivos nos momentos certos, ou seja, nos momentos em que a concorrência fica completamente desarmada, e a manutenção da vantagem para os ciclistas ou grupos que o venham a perseguir se entrar nos km´s finais como solitário.

Um pensamento em “Tour de Flandres: o que esperar de Phillipe Gilbert?”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s