Volta ao País Basco: o azar de Julian Alaphillipe e a vitória de Michael Matthews


A sempre difícil e muito técnica chegada a Sarriguren trouxe espectáculo a uma etapa disputada “nas calmas”. Numa etapa disputada a um ritmo muito baixo, com um trio de fugitivos relativamente perigoso na frente (Igor Anton da Dimension Data, um ciclista que conhece muito bem o terreno que pisa e que poderia ser perigoso caso o deixassem chegar na frente à meta; acompanhado por Luis Mas Bonet, um ciclista perito em fugas e por Yoann Bagot da Cofidis) foi a Sunweb de Michael Matthews assumiu lá atrás no pelotão grande parte das despesas de perseguição e de aproximação ao técnico desfecho da etapa nos seus 5 km finais.

As acentuadas viragens que os ciclistas tiveram que realizar, acompanhadas pela entrada numa faixa de estrada muito estreita (em ligeira inclinação) a fazer lembrar as estradas das clássicas que se estão a disputar neste preciso momento na Flandres obrigaram as equipas dos candidatos à vitória na geral individual a colocar os seus líderes na dianteira do pelotão de maneira a poderem em primeiro lugar ter condições para atacar na parte final se fosse esse o seu desiderato, e em segundo a evitar uma eventual queda que pudesse ocorrer no seio do pelotão.


No esforço de várias equipas em colocar os seus chefes-de-fila bem colocados sobressaíram os esforços da Movistar de Alejandro Valverde, da Sunweb de Michael Matthews, da Bahrein Mérida de Ion Izaguirre, da Bora (a trabalhar para o seu puncheur Emmanuel Buchmann) e o esforço da Orica, equipa que possuía para o dia de ontem o maior leque de opções para a vitória na etapa, ou seja, ciclistas como Simon Gerrans (disputou o sprint final), Michael Albasini, Carlos Verona ou até o próprio Simon Yates.

Na encurtada via o primeiro a atacar foi Tim Wellens. O belga fez um ataque tímido que ficou ligeiramente aquém do que pode e sabe fazer neste tipo de conjuntura visto que é um ciclista que consegue realizar ataques muito fortes nos últimos quilómetros da etapa. Contudo, o ataque do belga abriu a conjuntura perfeita para um ataque muito forte de Julian Alaphillipe da Quickstep. No preciso momento em que o francês conquistou um espaço relativamente considerável que lhe permitia vencer a etapa foi premiado com um azarado furo que o impossibilitou de lutar pela vitória na etapa. Como o furo ainda ocorreu fora dos 3 km finais, o ciclista gaulês acabou por perder 2 minutos e 19 segundos, tempo que decerto o colocará fora da discussão pela vitória na geral.

No sprint final, Michael Matthews haveria de superiorizar-se a Jay McCarthy da Bora.

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