Os Truques da Bola


Já nem disfarçam a alegria quando souberam que o jogador ia ser titular. A primeira inclusão do ano (e já vamos em Abril) do jogador teve direito a honras de Estado por parte do Jornal A Bola. Da titularidade do português frente ao Hoffenheim não existiu nada para “vender” e tudo se consumou nisto. No quê? Sim, nas severas limitações deste jogador!

2 opiniões sobre “Os Truques da Bola”

  1. Parece-me muito interessante fazeres um comentário nada faccioso, com base num video de um adepto do sporting em que os últimos posts sobre o Renato foram o que foram. O tratamento seria igual se o João Mário tivesse sido titular ontém.

    Vi o jogo todo ontém, e o Renato mostrou vários pormenores isentos

    Mas quando se faz um blog claramente a tender para um lado não se pode esperar muito conteúdo.

    Não reconhecer os méritos do Renato é não perceber nada de bola, era o mesmo que eu não perceber os méritos do João Mário, ou dizer que o william só passa para o lado. É o caminho fácil para demonstrar a minha ignorância.

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  2. E quem é que te diz que eu não lhe reconheço méritos? Claro que lhe reconheço méritos! É um jogador fortíssimo a acelerar jogo nas transições (o que lhe permite queimar rapidamente as linhas de pressão adversárias e fazer uma aproximação rápida à área), é um jogador com um poder de finta gigante e é um jogador que remata muito bem de meia distância. Isso faz dele um bom jogador? Não, não faz. É zero ao nível de sentido posicional, é zero no passe, é zero na gestão dos tempos de jogo, é zero a colocar critério na fase de construção, é zero ao nível de jogo colectivo e ainda acresce o facto de fazer um monte de faltas ridículas quando perde a bola nas suas “pouco inteligentes” cavalgadas – É o Renato Sanchez um jogador criativo? Sim, é. É um jogador inteligente em todas as acções? Não. E porquê?
    O que é que se pode considerar inteligência e criatividade em futebol? Se considerarmos que técnica em futebol deve considerar-se a forma em como um jogador executa um determinado gesto do jogo (recepção, drible, passe, remate), a inteligência é a característica do plano mental que permite ao jogador tomar, em todas as situações em que é chamado a intervir, na mais variada e complexa panóplia de cenários de jogo, tomar as melhores decisões possíveis em prol da prossecução da estratégia e da identidade de jogo da sua equipa, aplicando para tal toda a sua técnica individual e toda a sua leitura da situação de jogo. E a criatividade? A criatividade é a expressão artística da inteligência do jogador, aplicada em função da necessidade que este tem em procurar soluções inovadoras para a sua equipa num curto espaço de tempo perante um determinado cenário de jogo que obviamente lhe tende a dificultar a vida. A criatividade e a inteligência estão intimamente ligadas? Sim. Tanto para o que de positivo como para o que de negativo faz o jogador. Há jogadores extremamente inteligentes, capazes de largar aquele passe na hora h e criar ali, com criatividade, uma superlativa vantagem para a sua equipa como há jogadores tecnicamente dotados que são criativos mas não são inteligentes porque não acrescentam objectividade, profundidade ao jogo da equipa nem criam desequilíbrios de maior com a sua, se assim lhe podemos chamar, “brincadeira na areia”. Assim como existem jogadores que são muito inteligentes e pragmáticos a gerir todas as suas intervenções no jogo mas não o fazem com um toque artístico.

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