Mais uma omissão inadmissível por parte dos órgãos de comunicação social portugueses!


As vitórias de João Sousa e Gastão Elias frente a dois adversários ucranianos em jogos a contar para o Grupo I da Zona Euro\Africana da Taça Davis deixam a selecção portuguesa a uma vitória de um histórico apuramento para o playoff de acesso para a Zona Mundial da maior competição por selecções do Ténis Mundial. Para os mais leigos na modalidade, faço questão de informar que Portugal não atinge esse feito há 23 anos.

Dos órgãos de comunicação social portugueses pouco vimos, pouco lemos, pouco sabemos a não ser uma ou outra notícia quando se dão por terminados os encontros. A televisão pública não transmite porque não considera o evento serviço público. A televisão privada, mais concretamente a Sporttv, também não viu utilidade na transmissão de dois encontros de tamanha importância para o Ténis Nacional. Nem a pagar uma fortuna por uma assinatura temos portanto direito a ver o que se tem passado no CIF em Lisboa. O que é estranho visto que o canal apostou na transmissão da última eliminatória da selecção portuguesa contra Israel. Os jornais da especialidade estão mais interessados em fazer a cobertura exaustiva da assinatura de contrato de Rui Vitória, intervalando as publicações já de si pouco interessantes ou relevantes com fotos de gajas nuas e mexericos mexicanos do mundo do desporto.
O verdadeiro serviço público nacional no que concerne a este momento está entregue a um miúdo carolas que vive e respira ténis 24 sobre 24 horas. Quando mais ninguém se interessa porque a coisa não dá viewers ou clickbaits fáceis, tem sido o Gaspar Ribeiro Lança da Ténis Portugal que nos tem salvo o dia quer no seu site quer na sua movimentada página de facebook, página que tem quase 35 mil (leu bem!) seguidores! Em boa horaGaspar! Se não fosse o teu, o meu e o esforço de muitos, estaríamos hoje a viver um país exclusivamente vocacionado para o soundbyte extra-relvado. Se não interessa a 35 mil pessoas num país de 11 milhões o que é que irá interessar? Serão os jogos da Zona Mundial da Taça Davis? Ou as repetitivas reposições dos jogos de futebol e de basket do fim-de-semana passado?

3 opiniões sobre “Mais uma omissão inadmissível por parte dos órgãos de comunicação social portugueses!”

  1. A nossa imprensa já nos habituou á cegueira sobre alguns desportos e o TÉNIS é um deles ……. lembro k o ténis é um dos três desportos com mais praticantes no MUNDO. A TAÇA DAVIS é o campeonato do Mundo de Nações mais ANTIGO k AINDA se realiza……….!!!!!! A Imprensa e TV só liga ao futebol e Quezílias clubisticas, É UMA VERGONHA….!!!!!!

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  2. É o mercado. Nada a opor.
    Tal como um jogozeco de futebol, uma partida de ténis é um evento completamente irrelevante. Mas, ao contrário daquele, ninguém está interessado nesta. Tirando os próprios e talvez os seus pais e dois ou três vizinhos, o mundo inteiro está-se completamente nas tintas para as vitórias de João Sousa ou Gastão Elias. Ninguém compra um jornal ou faz uma assinatura de televisão por causa de o número trinta ou quarenta do ranking ATP ter ganho uma partida de ténis ao número vinte ou cinquenta. E ninguém está interessado em saber se Portugal não é apurado há vinte ou trinta anos para uma competição de ténis de que nunca ninguém ouviu falar. É assunto que não vende. Ainda bem! Só tenho pena que o futebol venda.

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  3. Não é bem assim… Se olhar para as duas principais páginas de facebook associadas aos sites que noticiam a modalidade (Ténis Portugal e Bola Amarela) verá que ainda são muitos aqueles que se interessam pela modalidade. O Ténis Portugal tem 35 mil gostos e a Bola Amarela 70 mil. Para ter uma ideia, este post teve perto de 3 mil visualizações, sendo portanto mais lido que qualquer post que tenha escrito sobre o outra modalidade neste primeiro ciclo de existência do Meu Caderno Desportivo. Desse universo de milhares há decerto umas largas centenas que assinam a Sporttv essencialmente para ver ténis visto que é o único canal que o transmite em Portugal.

    As leis de mercado nem sempre são as mais correctas. Dou-lhe um exemplo: as leis de mercado obrigam os jornais a terem visualizações na sua edição online para poderem angariar patrocínios. Para terem visualizações, os diários desportivos são obrigados a por em marcha uma estratégia sensacionalista que visa só e somente angariar cliques. Por vezes esses jornais são obrigados a ter que ir buscar notícias aos sites da imprensa cor-de-rosa, misturando notícias do jet com as habituais polémicas e controvérsias do futebol português. Tal facto impede claramente a realização de um jornalismo positivo. Em vez de se informar, optou-se pelo fantástico porque é o fantástico que dá dinheiro. Mas o fantástico não dá cultura desportiva a nenhum povo, só a tira.

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