Campeão da sorte e mais qualquer coisinha


Resultado injusto para o parco futebol praticado pelo Benfica (a construção de jogo foi uma miséria; lentidão nas transições, falta de dinâmica, falta de ideias para contrariar o bem montado bloco defensivo do moreirense; passes falhados atrás de passes falhados que permitiram a saída do Moreirense para o contra-ataque por inúmeras vezes) e para a excelente atitude defensiva e ofensiva do Moreirense, permitida em parte pela autêntica auto-estrada que foi aberta no corredor central para armar as transições e poder servir a velocidade e a criatividade de Drame e Boateng.

“As duas motas” do Moreirense tiveram nos pés (assim como também teve Neto quando não conseguiu encostar aquele brinde oferecido por Dramé, no único lance em que o antigo jogador do Sporting fez tudo bem, desde a diagonal pelas costas de Lindelof para ganhar o passe de ruptura à exercida opção de assistir a entrada do seu companheiro na área) todas as oportunidades desejáveis por uma equipa em clara aflição na tabela classificativa para cambiar a sua situação. Tanto o ganês como o francês tem velocidade, magia, criatividade, força física e técnica. Mas não são jogadores minimamente objectivos e frios nos momentos de decisão das jogadas. Se em dois ou três 1×1 contra os centrais tanto um como o outro falharam o tempo de remate para meter mais uma revienga, no lance em que Dramé aparece na cara de Ederson, o francês cometeu aquela ingenuidade clássica típica dos africanos ou descendentes, quando tentou marcar com aquele toque artístico por cima do guardião.

E a verdade é que equipa mais pragmática num jogo não pode haver: duas situações de golo criadas, uma concretizada. O Moreirense teve 7 e não concretizou nenhuma.

Mas não é apenas a sorte que explica a vitória do Benfica. Existem outros lances que também explicam a vitória do Benfica. Já não falo do murro de Samaris no adversário porque agredir é a primeira palavra que aparece no dicionário deste “fluente” grego na língua de Camões. Este foi um deles…

… com influência directa no desenrolar da partida. Se a defesa do Benfica já tremia por todos os cantos à meia-hora de jogo quando o Moreirense saía para o contra-ataque e se a equipa já apresentava dificuldades na construção de jogo, imaginem se Luisão era sacado do jogo e Rui Vitória era obrigado a tirar um dos avançados.

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