O dedo do senhor árbitro também passou pelo Andebol


Benfica e Sporting acabaram de empatar (29-29) no Pavilhão da Luz num jogo que terminou de forma emocionante. Não pude ver mais do que os últimos 15 minutos mas pude felizmente ver um apanhado daquilo que foi todo o jogo. E não, não estou a falar dos minutos inteiros que o Benfica pode atacar, pelo menos no que concerne ao segundo tempo, sem que a dupla de arbitragem assinalasse jogo passivo. A coisa foi mais grave. Nos minutos finais existiram dois lances (um mal invalidado e outro mal assinalado) que permitiram o empate ao Benfica.

O primeiro quando foi anulado um golo em contra-ataque ao lateral cubano Frankis Carol quando o resultado estava 27-27. Apesar da imagem não ser a melhor, podemos ver que o árbitro está atento ao lance e tem visibilidade para perceber se o jogador pisa ou não a linha de 6 metros no momento da chamada para o remate. Não só não pisa como podemos verificar pela imagem que o pé até está alguns centímetros atrás da linha dos 6 metros. O árbitro faz a sinalética correspondente a uma invasão de área por parte do jogador do Sporting

E o Benfica pode respirar e avançar para o 28-27 numa 2ª parte em que me parece que os jogadores do “centro” da defesa do Sporting (Igor Zabic, Cláudio Pedroso, Frankis Carol) deram uma faixa de rodagem para que o pivot encarnado Paulo Moreira pudesse ser fornecido.

Já dentro do minuto final, é marcado o livre de 7 metros que garante o 29-28 ao Benfica por invasão da área de 6 metros por parte de Edmilson Araújo no preciso momento que o lateral direito encarnado Alexandre Cavalcanti está em acção de remate. Como se pode ver novamente na imagem, o jogador do Sporting não está sequer a pisar a linha de 6 metros quanto mais a invadir a área restritiva.

Não podendo marcar falta em acção de remate porque apesar de existir contacto no controlo defensivo por parte do jogador do Sporting, o jogador do Benfica remata em condições (Lei 14 do Andebol) e não existe, uma clara oportunidade de golo porque efectivamente o jogador não está frente a frente com o guarda-redes. Mesmo assim, a dupla de arbitragem decidiu inverter a lógica assente na Lei 14, assinalando um livre de 7 metros por uma invasão que nunca aconteceu no momento do remate. O correcto seria a marcação de um livre de 9 metros.

Com estas duas acções, a dupla de árbitros que hoje se deslocou ao Pavilhão da Luz poderá ter ajudado a decidir o título nacional, entregando-o ao FC Porto.

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