Hoje Escreve o Mister #7


Por Pedro Sousa, autor convidado regular deste blog.

A degradação a que se chegou nos adeptos de futebol é gravíssima e merece intervenção a alto nível de quem tem poder para tal, mas esses permanecem, infelizmente, impávidos e serenos assistir a estas graves situações que não podem passar em claro em nenhum momento! As culpas não são só de alguns como muitos querem fazer passar, mas sim de todos, que tem responsabilidades no sector e na regulamentação e segurança do espectáculo!
As culpas abrangem todos os clubes e seus afiliados. Mas não só…

Os média também tem a sua quota parte de culpa. Os Jornalistas que produzem determinados conteúdos de baixo nível, convidando pessoas com comportamentos acéfalos e com teor manipulador para falar de tudo menos de futebol (na realidade a maioria pouco domina a modalidade na sua verdadeira essência), através ditas cartilhas como alguns paineleiros o fazem (transversal a todos eles no discurso e até em alguns ditos independentes que demonstra seu carácter), com seus discursos planeados, decorados e nada pessoais que no fundo só incentivam os adeptos ao ódio, à divisão e à violência num registo deplorável no conteúdo, com alguns a considerarem que essas (cartilhas) reflectem a “organização e profissionalismo” de determinado clube,  e a confundirem informação  com terror contra-informativo e chorrilhos de inverdades, também tem a sua quota parte de culpa neste processo.


Os presidentes e dirigentes também fazem o mesmo, promovendo o ódio com discursos de baixo nível. Se muitas vezes o realizam directamente, noutras ocasiões fazem-no escondidos nos seus lacaios informativos, passando um discurso e incentivando outros completamente diferentes.

Muitos outros, gente com responsabilidade que navega e se alimenta do futebol, alguns deles, escrivas pagos pelos presidentes dos clubes, escrevem comentários e discursos que roçam o medievalismo e a cultura que os assiste, plantando em múltiplos textos a discórdia e a mentira pela rede informativa pessoal e profissional dos cidadãos, de acordo com os interesses que são devidamente orquestrados. Muitas vezes esses nem se dão conta que estão a ser manipulados.

Já para não falar dos adeptos. Os adeptos em Portugal são na maioria fanáticos dos seus clubes (muitos nem sabem que são pessoas doentes). Devido a uma tremenda falta de cultura, a uma crassa falta de cultura desportiva e até de controlo emocional (muitos  dos adeptos são pessoas com um baixo teor auto-estima e um alto teor de frustração nas suas vidas), os adeptos portugueses são conduzidos por uma massa planeada em tudo o que é comunicação interna e externa por parte dos clubes.  A comunicação destes leva à manipulação das mentes de quem pensa e reflecte pouco, incentivando-os a destilar ódio, violência física e verbal (como podemos ver nas toneladas de insultos que são largados nas barras de comentários de blogs, de sites das especialidade ou nas redes sociais) e leva à criação de divisões extremistas na sociedade (já de si enferma das por culpa dos vários contextos de vida que cada um enfrenta), agudizando ainda com mais intensidade as suas frustrações individuais dos adeptos para um espaço que devia ser saudável, com desportivismo, com troca de opiniões racionais, ou seja, um espaço de exemplo para a sociedade, o que infelizmente está completamente longe dessa realidade e do que o desporto devia representar.

O futebol acaba por ser o reflexo do estádio de evolução cultural de uma sociedade, reflectindo o que se vai passando nessa mesma sociedade na política, na cultura ou educação. É o reflexo de uma comunidade que vai produzindo mais indivíduos de carácter promiscuo e de carácter primitivo, e cada vez menos conscientes do papel que deviam desempenhar numa sociedade que se quer mais evoluída, sadia e valores elevados, e que saiba distinguir adversários e rivalidades entre competidores, com inimigos e guerras de vida ou de morte.

O tempo será de reflexão, reserva e prevenção para todos os responsáveis por este clima de guerra, clima gravíssimo para todos os que gostam deste desporto e da vida. Se nada se fizer para alterar esta situação, temo pela sustentabilidade e sobrevivência do futebol. Os fins são imprevisíveis e o futebol poderá desencadear uma bola de neve bastante violenta que brevemente se irá alastrar a todos os sectores da sociedade.

Na verdade muitos não gostam de futebol, mas só dos seus clubes, tanto que a maioria só valoriza o jogo no seu clube quando perde, porque mesmo que joguem mal e ganhem, está tudo bem!! Mentalidades que reflectem por arrasto para estas situações mais graves… O desporto, mais concretamente o futebol, não precisa deste tipo de comportamentos
Será que podemos começar a ter programas a falar sobre o verdadeiro futebol e com pessoas que realmente percebem de futebol?!

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