3-2 para os Celtics e eu creio que a série terminou


Em Boston, depois de duas derrotas em Chicago em 2 autênticos match points que a equipa de Fred Hoiberg não soube aproveitar por culpa própria (no 4º jogo fizeram uma enorme recuperação de 20 pontos em virtude do upgrade defensivo realizado após a hecatombe que foi o primeiro período mas no momento da verdade, os Bulls voltaram a não conseguir fechar o jogo e já se sabe que nos playoffs quem não fecha jogos em tempo útil, acaba “morto”) os Bulls voltaram a baquear por culpa própria.

O equilíbrio no marcador registado na partida até ao final do 3º período, mesmo apesar do facto de equipa ainda não ter conseguido ao final de 4 jogos aprender a defender as movimentações interiores de Isaiah Thomas  (a peça chave da mecânica ofensiva de Boston pela quantidade de incursões com sucesso que o base consegue realizar fora a criação de situações de lançamento exterior para os companheiros que este constrói; e isso deve-se em parte à ténue marcação que lhe é feita por Isaiah Canaan quando o jogo do base talvez pedisse uma marcação feita por Jimmy Butler) ainda me deu algumas esperanças para o 4º período. O 4º período de ontem foi simplesmente lastimável a todos os níveis. A viver de Wade e de Jimmy Butler, o acumulado de erros e a tensão registada em algumas unidades da equipa de Chicago (Isaiah Canaan na armação do jogo, o próprio Robin Lopez, que até ali, tirando o facto de não estar a desempenhar com eficácia o seu papel nas tabelas, estava a fazer novamente uma exibição regular no plano ofensivo) foi completamente inadmissível para uma equipa que está nos playoffs a discutir a passagem à próxima ronda contra uma 1st seed. Um dos exemplos mais crassos foi quando Robin Lopez virou as costas a uma reposição lateral de Jimmy Butler, originando 2 pontos para a equipa adverária no contra-ataque. Foi aí nesse preciso momento que a equipa de Chicago começou a perder o norte na partida. A equipa voltou a revelar, naquele período, uma enorme falta de vontade de vencer a partida, défice que obviamente se pagará caro nesta série porque os Celtics pretenderão decerto fechar a série em Chicago para evitar a negra.

Outro dos factores que não consigo entender nesta equipa de Chicago são as opções do seu treinador. Não consigo perceber como é que não é Jimmy Butler quem pega na construção ofensiva perante a ausência de Rajon Rondo (pelos vistos teremos o base de volta no jogo 6), não consigo perceber como é que a equipa não é capaz de rodar a bola de forma a conseguir trabalhar boas situações de lançamento para o único shooter exterior que possui (Nikola Mirotic), não entendo a falta de agressividade deste no sector defensivo, nem tão pouco consigo entender a lógica da rotação que é feita por Fred Hoiberg. A rotação feita por Fred Hoiberg nesta série não obdece a critérios lógicos. Bobby Portis, peça essencial na vitória obtida em Boston no jogo 1, varreu o banco desde então. Anthony Morrow, jogador que até tem entrado com alguma vontade e com alguma eficácia de lançamento, não tem mais do que meia dúzia de minutos. Unidades completamente dispensáveis como Isaiah Canaan, Lauvergne, e Michael Carter-Williams tiveram ao longo desta série minutos a mais para o seu paupérrimo rendimento. Robin Lopez tem desaparecido nos momentos em que é decisivo para dar lugar um Cristiano Felício que rende conforme o seu estado de espírito naquele dia.

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