Apostas são apostas mas…


… e há muito que eu defendia no meu íntimo que Rui Costa deveria ter uma oportunidade para mostrar o seu valor no Giro ou na Vuelta face à autêntica malapata que foram as suas participações nas últimas edições da Volta a França e sinceramente, face à dificuldade que é para um ciclista com as características do português fechar um top 10 no meio de tanta qualidade para a alta montanha que a prova francesa acolhe. No Giro estou certo que o português tem peugada para andar junto do grupo dos favoritos à geral individual, se bem que para o efeito terá que realizar excelentes exibições na alta montanha, sabendo praticamente de antemão que não terá muita gente com características para o ajudar nestas etapas. 
O estágio em alta altitude realizado durante o início deste mês acabou por ser nefasto para a participação do ciclista português nas clássicas das ardenas mas revelou, entrelinhas, que a equipa aproveitou o momento para preparar bem a sua participação no Giro e que o ciclista português poderá atingir um pico de forma interessante durante a prova. Quando vi a prestação do ciclista português na Amstel cruzei imediatamente as informações que o ciclista transmitiu com o seu estado de forma naquele momento: “está sem pernas para isto mas vai fazer um excelente Giro”. Não duvido portanto que a equipa aproveitou o momento para reconhecer as etapas ao terreno e treinar as sensações e dinâmicas dos corredores que foram agora convocados pelo seu director desportivo Pepe Saronni para a principal prova do calendário velocipédico italiano, com o intuito de perceber ao certo quais são os objectivos pelos quais a equipa poderá lutar.

No entanto, a equipa escalonada para acompanhar o português na prova deixa-me um bocado reticente porque não me parece a mais ideal para ajudar Rui Costa na alta montanha, mas sim para ajudar Sasha Modolo a conquistar 1 ou 2 etapas ao sprint. E mesmo assim… estamos a falar de uma equipa composta por algumas unidades pouco experientes ao nível de corridas de 3 semanas. Se o português quiser efectivamente lutar por um top 10 na prova, o mais certo é só ter dois ciclistas no lote capazes de o acompanhar… até certo ponto!! (Valerio Conti e Jan Polanc) porque os restantes são ciclistas mais vocacionados para terrenos planos. Logo, o português terá obrigatoriamente que se safar sozinho no meio dos tubarões que irão participar na prova italiana. Por outro lado, se o objectivo “top10” cair imediatamente nas primeiras etapas de montanha, o português ficará obviamente livre para poder entrar naquelas fugas que tanto gosta nas etapas de montanha, de forma a tentar discutir a vitória numa etapa.

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