Derrota justa mas pesada para o Sporting


Ainda não foi desta que o Sporting se pode tornar campeão europeu. 6 anos depois da participação na última final, os leões sofreram uma pesada derrota por 7-0 frente ao Inter Movistar de Ricardinho. Este foi em 5 anos, o primeiro jogo em que a equipa leonina não marcou qualquer golo com Nuno Dias ao leme.

 

Créditos: Zona Técnica

Apesar de justa, a derrota é muito pesada para a falta de sorte que a equipa teve na 2ª parte quando jogava numa organização 5×4 com recurso ao guarda-redes avançado. Se até aos 4-0, o resultado explicou-se essencialmente pelas falhas defensivas leoninas, pelo maior ascendente ofensivo do Inter Movistar na partida, pela sua maior eficácia na finalização e quer queiramos quer não por um dedinho do árbitro romeno Bogdan Sorescu na marcação de algumas faltas inexistentes que carregaram o Sporting e pressionaram a equipa no sistema de pressão média (essencialmente linhas 2 e 3) que a equipa estava a realizar com alguma eficácia, a partir desse resultado, o mesmo foi-se avolumando graças ao natural aproveitamento de erros resultantes do sistema ofensivo utilizado pela turma leonina.

Por outro lado, o guardião Jesus Herrero faz um excelente exibição com 10 defesas e o Inter Movistar acabou por ter alguma sorte no capítulo dos ressaltos, quer no plano ofensivo quer no plano defensivo na oposição aos remates que a a equipa leonina ia fazendo da meia-distância.

Frente à cínica equipa de Jesus Velasco (o técnico espanhol conquista a sua primeira Uefa Futsal Cup, perfazendo o pleno de troféus na modalidade depois de ter conquistado todos os troféus em Espanha e alguns em Itália), ainda para mais tratando-se de uma final, comportamentos de ansiedade e falhas defensivas como as que aconteceram ao longo dos primeiros 10 minutos, são pormenores que se pa agam caro. A experiência e a qualidade dos espanhóis no momento de criação e finalização ditou a vantagem ao intervalo por 2-0.

Com uma pressão alta personalizada, o Inter tentou tomar as rédeas da partida desde o início e criar um ambiente de ansiedade à equipa de Nuno Dias. Com um futsal prático (lançamentos para o carácter possante do pivot Humberto; combinações a um toque) os espanhóis viriam desde cedo a criar situações na cara de Marcão. Apesar dos 2 golos sofridos, o guardião brasileiro teve de puxar dos seus galões para anular os remates “na cara” de Rivillos e Lolo em 5 ocasiões. Noutra, a remate de Rivillos na esquerda, na sequência de um livre bem trabalhado por Ortiz (um dos pontos fortes desta equipa espanhola) foi Fortino quem tirou em cima da linha de golo de Ortiz. Ortiz e Rivillos voltariam mais à frente a criar excelentes situações de golo na marcação de livres.

A 14″ minutos para o fim do primeiro tempo, o Inter chegaria à vantagem num lance em que Humberto, lançado em profundidade na ala direita atirou contra Marcão e teve sorte no ressalto, conseguindo assistir Fabrício Bastezini para o primeiro. No lance, existiu o primeiro dos múltiplos erros cometidos pelos jogadores do Sporting na marcação às movimentações sem bola dos espanhóis.

O Sporting conseguiu equilibrar a partida mas não conseguia criar muitas situações flagrantes de finalização. Com Alex Merlim a tentar explorar o seu fortíssimo 1×1 na ala esquerda, as únicas situações em que a equipa leonina tentou alvejar a baliza de Jesus Herrero na primeira parte acabou por ser em remates de meia distância.

Para tranquilizar o jogo do Movistar, numa altura em que a equipa espanhola conseguia desequilibrar rapidamente através de pragmáticas transições para o contra-ataque (poucos toques para colocar a bola em zona de finalização, um ou outro lance individual de Rafael Mato) foi numa combinação de passe e corte para ala direita entre Ricardinho e Lolo que nasceria o 2º golo dos espanhóis. No lance, mais uma vez, o jogador leonino encarregue de marcar o espanhol à zona não acompanhou a sua movimentação.

Tendo as duas equipas 5 faltas (o Sporting ficou tapado de faltas a 7″ do final), a dupla constituída pelo croata Sasa Tomic e pelo romeno Bogdan Sorescu (escolhas bastante questionáveis para um final por se tratarem de árbitros vindos de países de 2ª linha, no caso da Croácia e 3ª linha do cenário europeu no caso do romeno) a equipa de arbitragem, equipa que tinha assinalado 3 faltas inexistentes a favor do Sporting no primeiro tempo, tratou de inclinar ainda mais o barco no momento de decisão “deste naufrágio” quando no final do primeiro tempo, perdoou a 6ª falta aos espanhóis (falta de Ricardinho sobre Leo que os árbitros transformaram em simulação e livre perigoso a favor dos espanhóis) e perdoou dois amarelos ao internacional português e a Lolo por faltas duras e acima de tudo, por terem cometido 2 faltas ambos.

Na 2ª parte, a dupla de arbitragem romena acabou por seguir o mesmo (e errado) critério, assinalando duas faltas inexistentes a Leo (uma simulação de Humberto e uma bola considerada como cortada com o braço quando o brasileiro naturalizado casaque do Sporting cortou o lance com o peito) e 4 segundos a Marcão (1 ou 2 se tanto) com influência no andamento do marcador e da própria partida. Desses lances nasceriam o 3º e o 4º do Movistar, ficando a equipa do Sporting muito mal na fotografia do 4º golo quando Ortiz com um subtil toque (correu para a frente) apanhou a defesa leonina desconcentrada (esperavam talvez uma jogada estudada visto que tal situação foi apanágio da equipa espanhola na cobrança de livres no primeiro tempo) permitindo a Mário Rivillos a entrada pelo meio de 3 jogadores para finalizar com um visto remate na cara de Marcão.

Nuno Dias apostaria no 5×4 na sequência do 4-0. O Sporting conseguiu trabalhar bem algumas das acções que teve nesta forma de organização, mas em todos os lances os leões podem queixar de uma certa falta de sorte na finalização (desvios a rasar a baliza de Herrero, uma bola na trave) e de momentos de inspiração do fantástico guardião do Inter Movistar. Diogo e Cavinato foram neste período da partida os mais rematadores da turma leonina. Caio Japa, Dieguinho e Fortino voltaram a desperdiçar situações flagrantes na área, justificando de certa forma a diferença no resultado pela maior eficácia da turma espanhola na hora de atirar à baliza. Aproveitando as falhas na transmissão, algumas delas até em situações que poderiam gerar momentos de finalização na área, os espanhóis conseguiram elevar a contagem até ao 7-0 final (3:54), altura em que Nuno Dias desistiu da partida e deu alguns minutos aos jogadores menos utilizados.

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