Fear the Beard


Lembram-se quando perguntei há cerca de 2 meses atrás se este poderia ser o ano de James Harden?

Na altura, a poucos jogos de terminar a fase regular, a propósito do rendimento exibido pelo jogador e da sua capacidade em jogar (bem) e fazer jogar (bem) os shooters e os jogadores interiores da equipa comandada por Mike D´Antoni, realcei que acreditava que a equipa de Houston poderia “ombrear” taco-a-taco com os Spurs. 
Após ter eliminado a aventura a solo do “orgulhosamente só” Russell Westbrook, cenário que era de resto previsível para todos os que seguem regularmente a modalidade, o primeiro jogo dos Rockets em San António fez-me ultrapassar a fase de especulação e deu-me a certeza que esta equipa tem todas as capacidades para eliminar a turma de Greg Popovich e rumar à final da conferência Oeste. Harden e companhia deram uma autêntica lição de ataque aos jogadores de San Antonio, anulando por completo uma equipa que é desde há largos anos aquela que defende melhor na conferência Oeste.
Claro está que Pop não gostou de ter que pagar para ir ao chá dançante da sua equipa, ficando à beira de um ataque de nervos naquela primeira parte diabólica em que tudo caiu para o lado dos Rockets! Triplos, combinações em alley-oop Harden\Capela, penetrações interiores. Tudo caiu com a maior conivência dos jogadores dos Spurs, numa clara demonstração de impotência num departamento do jogo em que a equipa de San Antonio é forte ou pelo menos deveria ser, visto que a atitude defensiva constitui certamente uma das maiores preocupações do seu treinador.

O “monstruoso” Clint Capela

Quando o poste alto internacional suíço de origem angolana chegou à NBA em 2014 como a 1ª escolha dos Rockets na 25ª posição daquele draft, poucos foram aqueles que lhe traçaram potencial para solidificar um estatuto na Liga. Com pouca técnica individual, lento no jogo de pés, todos pensaram que estaríamos perante mais um exemplo de um poste trapalhão que não teria direito a aspirar a muito na Liga. Com o lugar completamente tapado por um Dwight Howard que não chovia nem molhava, o internacional suíço era tido por muitos como um daqueles que viria para os Estados Unidos estagiar por 1 ou 2 anos, para ser posteriormente devolvido ao seu “destino de origem”, a Liga Francesa.

Há quem diga que Capela (2.7 pontos e 3 ressaltos nos 12 jogos que realizou na primeira temporada) ascendeu na hierarquia dos Rockets porque o “barbas” James Harden assim o impôs junto da equipa técnica na temporada passada, descartando continuar a trabalhar na estéril dupla com Dwight Howard. O próprio Dwight Howard confirmou há poucos meses atrás essa versão da história, revelando que Capela teve mais tempo de utilização à custa da diminuição do seu. O que é certo é que a confirmar-se o cenário acima narrado, o “barbas” sabia perfeitamente o que poderia construir com Capela. Um fixa defesas e liberta a bola e o outro afunda. Capela agradece porque está a tornar-se o dobro do jogador que era há 3 meses atrás. E tudo isto não se deve apenas ao seu forte potencial atlético, índice que lhe permite ganhar “barbaridades de ressaltos” por jogo. Tecnicamente, o poste está um jogador bastante melhor tendo melhorado imenso ao nível da velocidade com que faz as rotações para o cesto), no capítulo do lance livre (departamento essencial para um poste que sofre bastantes faltas; essencial para um jogador que é obrigado a ir para a linha de lance livre “por esperteza dos adversários”) e tornou-se muito mais agressivo no ataque ao cesto.

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