O golo do dia – Rashford deu cor a um jogo cinzento


De Marcus Rashford, numa meia-final cinzentona de Liga Europa que valeu pela sua exibição e pelas exibições do guardião do Celta Sérgio Alvares (5 grandes defesas) e pela exibição de Pione Sisto (o mais sereno e inconformado dos “jogadores galegos”) apesar do extremo dinamarquês de origem sul-sudanesa ter sido obrigado a vir buscar o jogo ao meio-campo (perante a sempre apertada marcação de António Valência) durante grande parte da partida, e de ter acabado o jogo no corredor central a organizar o jogo da equipa por pura incapacidade demonstrada essencialmente por Pablo Hernandez em construir e interligar jogo entre sectores.
Voltemos ao livre que deu o triunfo e o mais que certo apuramento do United para a final: Rashford, jogador que até ali estava a ser o mais criativo da equipa do United (na primeira parte obrigou Sérgio Alvarez a uma defesona num lance em que meteu 4 jogadores galegos a olhar para o seu cut inside através do flanco esquerdo, flanco para o qual o avançado foge por clara comodidade) “antecipou-se” a Daley Blind na cobrança do livre e enganou por completo Sérgio Álvarez. Só o comentador João Rosado da SIC é que viu “1000 argumentos” na acção do guardião do Celta para tentar justificar a eventualidade de ter sido “mal batido”, terminando a sua intervenção a castigar o assertivo guardião do Celta no ligeiro passo dado para a esquerda que o viria a apanhar em contra pé no momento do remate do avançado. Daquela posição aquela distância, com aquele enquadramento, 99% dos guarda-redes mundiais esperariam o remate do canhoto Daley Blind.

O 0-1 para a equipa de José Mourinho justificou-se numa partida em que a bola “queimou” nos pés dos jogadores do Celta e em que os galegos, para além das dificuldades ofensivas demonstradas (“se estás à rasca para superar momentos de pressão, joga em profundidade para o Guidetti ou lança o Sisto na esquerda que ele há de criar alguma coisa”; e no fundo até criou com dois remates da esquerda) tiveram muitas dificuldades a meio-campo (Pogba e Fellaini não foram clarividentes no momento da decisão quando conseguiram ganhar as costas dos médios do Celta, mas há que lhes dar o mérito de terem puxado dos galões físicos para criar uma ampla superioridade nas divididas a meio-campo, até porque encaixaram bem nos médios adversários e estiveram relativamente bem na pressão às suas acções de transição) e tiveram alguma sorte por demérito de vários jogadores do United no capítulo da finalização. Um deles foi Jesse Lingard, um jogador que infelizmente “fala mais” (foi vê-lo à turra e à massa com Iago Aspas no momento da substituição de Rashford por Martial) do que aquilo que realmente rende e joga. Ainda gostei de um ou de outro pormenor de Daniel Wass nas situações em que o dinamarquês conseguiu acelerar os contra-ataques pelo corredor central, assim como de um ou outro apontamento de Hugo Mallo e Henrik Mhkytarian. Mas, no fundo, o jogo foi de uma qualidade muito duvidosa para o solene momento que se viveu esta noite nos Balaídos. Assunto resolvido para a turma de Mourinho, a não ser que Iago Aspas faça uma exibição do outro mundo em Old Trafford. 

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