Andebol: Sporting 29-28 FC Porto – Vitória agridoce marcada novamente pelo dedo da dupla de arbitragem


Nota introdutória: Há algumas semanas atrás, a propósito do empate cavado pela dupla de arbitragem do jogo realizado no Pavilhão da Luz entre Benfica e Sporting, já tínhamos mencionado (em tom crítico) um certo esforço para retirar o Sporting da contenda pelo título. No Pavilhão do Casal Vistoso, no “mata-mata” que se verificou entre Sporting e Porto, jogo em que os leões precisavam obrigatoriamente de vencer por 2 golos de diferença (desde que o Porto não marcasse 27 golos, superando os 26 marcados pelo Sporting no Dragão Caixa no jogo da 1ª volta desta fase final) ou por 3 golos de diferença para poderem saltar para a liderança na prova no final desta antepenúltima jornada, a dupla de arbitragem (Eurico Nicolau e Ivan Caçador de Leiria) decidiu validar um golo obtido fora do tempo de 60 minutos a Miguel Martins (27º; 28-27) contra a indicação do cronometrista presente. Eurico Nicolau e Ivan Caçador foram portanto mais uma vez, em nome da vil classe do apito, dignos representantes de uma estratégia que visa atribuir o título ao Futebol Clube do Porto.

Ao 4º jogo da presente temporada do Campeonato Nacional de Andebol 1, pode finalmente o Sporting do professor Hugo Canela, bater o seu maior rival na competição, garantindo 3 pontos que à luz do que passou no final do jogo, não colocarão a liderança da prova nas garras do leão em virtude da vantagem mantida pelos portistas no confronto directo entre as equipas nos dois jogos realizados na fase final. Contudo, salienta-se que a vitória alcançada pelos leões foi inteiramente justa pela superioridade demonstrada em relação ao adversário em praticamente todos os momentos da partida e pela capacidade em como a equipa conseguiu emendar os erros cometidos que lhe custaram pontos nos jogos anteriores frente aos portistas. O Sporting conseguiu finalmente contornar com sucesso a armadilha defensiva montada pelo técnico portista Ricardo Costa quando este utiliza sistemas de defesa homem-a-homem.
Com o arranque muito insalubre por parte das duas equipas (aos 5 minutos, ambas as equipas só tinham logrado alcançar 1 golo) o meu destaque vai obviamente para o guardião Croata do Sporting Aljosa Cudic. Com uma parte final de temporada em ascensão, beneficiada em parte pelas constantes lesões de Matej Asanin (peça preponderante neste figurino do Sporting na presente temporada), o guardião croata foi uma das unidades que explicou a vitória do Sporting. Com o dobro das defesas de Alfredo Quintana e Hugo Laurentino (15) as 5 defesas protagonizadas pelo croata empolgaram os jogadores de campo da turma leonina (Bozovic com 4 golos, Edmilson Araújo com um fantástico remate de meia distância e uma entrada aos 6 metros) e aos 15 minutos, após alguma passividade da defesa 6×0 do Porto e de algumas dificuldades sentidas pelos portistas na colocação de bolas para o seu pivot Daymaro Salina (obrigando os jogadores da 1ª linha Rui Silva, Miguel Martins e Gustavo Rodrigues a ter que assumir muito jogo), o Sporting pode atingir uma vantagem de 10-6 que obrigou o técnico do Porto a pedir o primeiro timeout.

Os portistas beneficiaram do desconto de tempo. Com uma sequência de 3-0, recuperando a desvantagem para 1 golo de diferença, Hugo Canela foi obrigado a parar o cronómetro para colocar calma à equipa e para indicar que queria que a circulação nas posses de bola fosse colocada a mexer mais cedo. Com um parcial de 3-1, o Sporting voltou outra vez a comandar destacadamente, contribuindo em muito os esforços de Edmilson Araújo, jogador que no 14º golo leonino conseguiu ter a frieza de suplantar uma situação de jogo passivo com muito êxito.

Por seu turno, o Porto voltou a equilibrar na parte final, através essencialmente do seu ponta António Areia. Com vários golos em contra-ataque, o ponta do Porto empatou o jogo a 14, resultado que só foi desfeito por uma entrada de Bozovic a 6 metros no último minuto, numa fase em que o Porto jogava com 6 por exclusão por 2 minutos do seu pivot Daymaro Salina. Os pivots do Porto, os cubanos Salina e Borges fizeram uma partida implacável. Com uma agressividade ímpar face a dois adversários que foram muito dinâmicos na procura pela bola (Kopco e Zabic) pode-se dizer que os jogadores caribenhos cumpriram a sua missão.

O show de Carlos Ruesga

A entrada forte dos leões na 2ª parte (o Porto só alcançou 1 golo até aos 42″, cometendo 6 falhas técnicas; os portistas tiveram muitas dificuldades para servir os pivots) voltou a fazer disparar o marcador para 18-14, mesmo apesar dos turnovers por falhas técnicas que se verificaram de parte a parte. Foi precisamente esse estado no marcador que levou Ricardo Costa a mexer no seu sistema defensivo, voltando a fazer entrar Leandro Semedo para tentar condicionar essencialmente as acções dos centrais do Sporting Carlos Ruesga e Carlos Carneiro. Os comandados de Hugo Canela acabaram por conseguir furar o bloqueio defensivo promovido pelos portistas através de entradas do pivot Zabic aos 9 metros e do ponta Nikcevic, jogador que não hesitou em dar a ajuda possível ao meio sempre que faltavam bolas nas pontas. Golo aqui, golo acolá, o jogo foi caminhando para os 10 minutos finais com o Sporting em vantagem.

Ricardo Costa pediu aos ses jogadores para que estes pudessem subir a sua defesa no terreno, saíndo fora dos 9 metros para praticar uma autêntica defesa homem-a-homem. Se Carlos Ruesga conseguia interagir com os companheiros (principalmente com Frankis Carol) através de passes para as movimentações para as costas dos jogadores portistas, protagonizando um verdadeiro espectáculo de inteligência no comando das jogadas porque estes sistemas garantem efectivamente mais espaço para jogar e mais oportunidades se um companheiro se conseguir desmarcar nas costas de um defensor, na outra baliza, começou a sobressair o espectáculo de potência do lateral cubano Yoel Moralez. Com várias incursões aos 6 metros (na primeira parte Edmilson ainda o conseguiu afastar, subindo no terreno sempre que o lateral estivesse sem bola para evitar precisamente essas incursões do cubano) o explosivo cubano foi mantendo a equipa sempre próxima no resultado. Pelo meio, a dupla de arbitragem decidiu excluir Bosko Bjelanovic (55″) com 2 minutos, numa acção sobre Daymaro Salina em que não vislumbramos qualquer falta.

Com 28-26 no marcador no último minuto, pertencendo a posse de bola ao Sporting, a turma leonina precipitou-se no último ataque, oferecendo a posse aos portistas nos últimos 5 segundos. Saindo a bola de uma reposição lateral, Quintana fez chegar o esférico a Miguel Martins, que, do meio da rua fez um remate fortuito que acabou por entrar na baliza de Aljoa Cudic, reduzindo a diferença para 1 golo. Embora a mesa oficial presente tenha dito imediatamente que o golo não contava porque o remate tinha sido feito fora do tempo de jogo, os árbitros da partida decidiram validar o golo. Os jogadores do Porto saltaram de alegria: apesar da derrota, o resultado final (28-27) continua a dar vantagem aos portistas na classificação a duas jornadas do fim do Campeonato Nacional de Andebol.

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