Phillippe Coutinho – quando meter menos um drible e colocar mais um passe é um sinal de maturidade


Quando pensamos no internacional brasileiro do Liverpool vem-nos à cabeça aquela acção clássica que o brasileiro executa tão bem quando recebe no flanco esquerdo, puxa a bola para o meio, tira 1 ou 2 adversários do caminho antes de rematar em arco. A acção que ao longo dos anos o jogador foi consumando como a sua imagem de marca, é uma faca de dois gumes: quando lhe sai, é algo absolutamente demolidor, provocando golos de estética fineza. Quando não lhe sai, o brasileiro emperra os esforços ofensivos da sua equipa com a sua obstinação. Por vezes, o que separa o canarinho do sucesso é aquele drible a mais, aquele drible que o desenquadra do local correcto para puxar do gatilho ou aquele drible que torna o esférico mais facilmente recuperável.
Frente ao West Ham pudemos ver outro Coutinho. O sistema defensivo montado por Slaven Bilic criou dificuldades aos reds e o brasileiro teve que vir ao miolo pegar o jogo. Em boa hora o pode fazer, exibindo um enorme sinal de maturidade. Em todos os lances que podemos ver no vídeo em epígrafe denotámos a vontade do jogador em partir imediatamente para o drible fácil sempre que recebia a posse e tratava de colocar uma mudança de velocidade na sua marcha. A presença constante do gigante Edmilson Fernandes no seu raio de acção conseguiu fazê-lo aperceber que tal acção seria totalmente inconsequente (seria rapidamente desarmado pela estampa do suíço ou pela ajuda de um dos seus companheiros) e que iria perder bolas que redundariam na imediata capitalização no contra-ataque por parte dos hammers. O brasileiro alterou toda a ideia que tinha em mente e “enganou” as sua constante vontade de tentar desequilibrar em velocidade, optando pacientemente por explorar a colocação de passes lateralizados e\ou em profundidade, opção que beneficiou imenso a sua equipa quando o resultado verificado era um nulo. A fantástica assistência para Divock Origi culminaria precisamente na visão de um jogador com características outrora escondidas, abordando o jogo com uma panóplia de atitudes que denotam inteligência e maturidade no momento da decisão das suas acções.

Na 2ª parte, as circunstâncias do jogo mudaram. O West Ham arriscou mais, e por consequência abriu bem mais, sem contudo se alterar a marcação individual que Bilic ajustou ao brasileiro por parte do médio helvético. Com o natural aumento do pace de jogo, o brasileiro pode finalmente explanar toda a velocidade, desequilibrando com os seus fortíssimos dribles, conduzindo a sua exibição à glória com os dois golos de belo efeito que pode marcar.

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