Stade Français conquista o seu primeiro título europeu no Rugby Challenge Cup


Nota prévia: o jogo disputou-se na passada sexta-feira. Só agora pudemos elaborar um conjunto de anotações sobre a partida que deu o primeiro título ao europeu ao Stade Français. Assim que possível também iremos fazer uma breve análise à final da Champions Cup, jogo que foi disputado no sábado entre o Clermont e os ingleses dos Sarracens

Foi no grande palco de Murrayfield (Estádio Nacional Escocês, em Edimburgo) que os franceses do Stade Français puderam levantar pela primeira vez um troféu europeu. À 5ª final (os franceses perderam duas Champions e duas Challenges) disputada, os parisienses puderam finalmente conquistar um dos títulos que tanto ambicionaram nas últimas décadas com uma vitória bem conseguida sobre os ingleses do Gloucester por 25-10. Moralizados pelo falhanço da “anunciada” fusão com os vizinhos do Racing Metro 92, os responsáveis da equipa parisiense puderam encontrar nesta conquista europeia um argumento válido para fazer perdurar a história do seu emblemático clube.
Num jogo ameno, muito táctico e muito batalhado a meio-campo, com ligeiro ascendente no global da partida para os franceses, os parisienses conseguiram realizar uma interessante reviravolta de 0-10 para 25-10. Os ingleses do Gloucester foram honrosamente batidos mas, ofensivamente, não conseguiram melhor do que capitalizar um erro de circulação dos parisienses logo no início da partida (uma troca de bolas na ponta na qual 0 8 parisiense Sérgio Parisse até parecia ter criado uma situação de desequilíbrio com um passe por detrás das costas) com uma intercepção do ponta internacional inglês Johnny May que redundaria no primeiro ensaio da partida.

Mais esclarecidos, os parisienses tentaram alicerçar a sua prestação na distribuição do Wallabie Will Genia. Perante uma poderosa linha avançada em que se destacaram as contribuições (quer ao nível de incursões quer ao nível do trabalho desenvolvido no ruck pelos 2ª linhas do Gloucester Savage e Thrush; o 5 foi mesmo o jogador mais voluntário da equipa, servindo de pau para toda a obra) os avançados dos parisienses (o 2ª linha Pyle; os 3ªs Ross e Parisi) não se fizeram jogados aos apelos de Genia, tentando nas suas incursões perfurar bem a linha defensiva inglesa de forma a poderem eventualmente criar, com a ajuda dos centros Jonathan Danty e Doumayrou, boas plataformas de ataque para os energéticos pontas Vuidarvuwalu e Camara.

Com 0-10 estabelecido pelo abertura do Gloucester Billy Burns numa penalidade a castigar uma falta no solo dos parisienses, os franceses foram obrigados a ser mais proactivos no ataque. O seu primeiro ensaio nasceria numa jogada em que Will Genia procurou, a partir da esquerda, lançar Ross e Parisi com um pontapé que caiu junto aos postes. Depois do flanqueador ter falhado a intercepção no solo e de ter dado um toque com a mão para trás, o internacional italiano viria por trás a conseguir dominar o esférico para entrar pela área de validação adversária. Com a conversação posterior e uma penalidade “à esquerda” a 49 metros, o abertura Plisson (muito castigado pela pressão adversária quando foi obrigado a encaixar bolas nos seus 22, demonstrando até em certos lances alguma lentidão de processos) colocaria o resultado num empate a 10, resultado que se verificava ao intervalo.

Nos 5 minutos finais, a indisciplina atacou o conjunto do Gloucester. Algo excitados pelas janelas de oportunidade abertas pela lentidão de processos, num acto de pressão alta frente a Plisson, o formação neozelandês Willie Heinz haveria de carregar “fora de tempo e na cara” o abertura francês, recebendo ordem de suspensão por exibição do cartão amarelo. O antigo formação dos crusaders não voltaria à partida, sendo substituído assim que finalizado o tempo de suspensão pelo internacional escocês Greig Laidlaw. Nos minutos finais houve ainda espaço para uma monumental sessão de pancadaria, quando o asa Lewis Ludlow carregou sem bola o australiano Will Genia na saída de um maul dinâmico. A acção do jogador gerou uma sessão colectiva de descontrolo emocional, apesar de ter sido perdoada pelo árbitro irlandês John Lacey para não ter que estragar a partida, reduzindo a equipa inglesa a 13 jogadores.

Na 2ª parte, a equipa de Paris foi efectivamente mais forte. Com combinações mais rápidas e uma defesa mais agressiva, quando o Gloucester tentava resolver os seus problemas ofensivos com variações à ponta de forma a procurar as entradas do seu 15 Tom Marshall, seria numa acção defensiva que os franceses construiriam o seu 2º ensaio devolvendo o ensaio sofrido nas mesmas circunstâncias na primeira parte. Numa intercepção do seu ponta Camará a um passe (que poderia ter sido letal) de Tom Marshall, o ponta foi inteligente no arranque, passou a bola no devido tempo para a entrada do 15 Bonneval, e este, depois de ter aguentado uma violenta carga por parte de um adversário serviu Jonathan Danty para a sensacional marcha que só terminaria na área de validação adversária.

Os ingleseses ainda tentaram responder de imediato através da colocação de jogo ao pé para as costas da defensiva adversária. Numa ocasião estiveram perto do ensaio quando, dentro dos 22 adversários, numa bola jogada ao pé em profundidade, Tom Marshall ganhou as costas a um adversário e pontapeou a bola para a área de validação adversária. Contudo, o toque de meta viria a ser realizado fora do terreno de jogo, o que levou o TMO a não considerar o ensaio após pedido de auxílio por parte do árbitro principal.

Os parisienses haveriam de dar a estocada final na partida quando aos 70″ após 2 fases de trabalho dos avançados que permitiu aos franceses entrar nos 22 adversários, o centro Geoffrey Doumayrou conseguiu dar a estocada final na partida com uma penetração fantástica pela esquerda sobre 4 opositores. Com um fantástico side step para escapar ao primeiro placador, o outside center dos franceses conseguiu ver um nicho no posicionamento da formação inglesa para efectuar um fantástico slalom que permitiu à equipa somar mais 7 pontos.

O springbook Morne Steyn, jogador que entrou para o lugar de Plisson logo após o 3º ensaio da equipa, haveria de fechar as contas com uma penalidade no corredor central, estabelecendo o resultado final em 25-10.

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