Andebol – Final da Taça Challenge – 1ª mão – Sporting 37-28 Potaissa Turda


Tarefa cumprida. Hugo Canela pediu aos jogadores para realizarem um jogo no qual pudessem ganhar pelo máximo número de golos, de forma a gerir uma vantagem confortável no jogo da 2ª mão que se irá realizar na Roménia. As deslocações das equipas portugueses aqueles países costumam ser muito complicadas (deslocações longas e demoradas; condições de estadia surpreendentes, adeptos da equipa adversária a fazer barulho no piso da equipa adversária na noite que antecede ao jogo, entre outros factores que costumam dificultar a obtenção de um bom rendimento nas partidas) e uma final será sempre uma final Os jogadores leoninos cumpriram os objectivos, ganhando o jogo da 1ª mão, disputado no Casal Vistoso, por 37-28. Os 9 golos de vantagem são mais que suficientes perante esta equipa romena? Nunca se sabe.
Uma entrada de leão (literalmente) retirou imediatamente credibilidade aos romenos do HC Potaissa Turda. A passividade defensiva dos romenos (alteraram o sistema de defesa em variadas ocasiões do encontro, chegando inclusive a utilizar um sistema subido de marcação individual à 1ª aos 9 metros igual aquele que o Porto utilizou nos 4 jogos disputados contra o Sporting para o Campeonato Nacional de Andebol 1) não estaria decerto nos planos do seu treinador. Notou-se claramente que o técnico dos romenos vinha a Almada com a lição bem estudada em relação ao adversário. Com muita permissividade e alguma falta de agressividade, nos primeiros minutos, os romenos permitiram ao central leonino Carlos Ruesga, a execução de uma série de processos ofensivos que trataram de ser consumadas em golos e numa vantagem confortável. O espanhol pode praticar um jogo amplo que ia dos remates de 1ª linha e incursões aos 6 metros (dele e dos laterais; beneficiando dos canais de passagem abertos pelos bloqueios do pivot Michal Kopco; o outro pivot, Igor Zabic, é um pivot que explora mais o jogo aos 6 metros), à exploração do espaço existente entre os laterais e os centrais para colocar a bola no seu pivot, passando pela habitual decalage até às pontas, onde Nikcevic e Francisco Tavares estiveram muito efectivos. Pelo meio, as constantes incursões de um guarda-redes avançado dos romenos ao meio-campo do Sporting nas situações de inferioridade registadas por critérios disciplinare (exclusões de 2 minutos), também permitiram a obtenção de golos relativamente fáceis, em especial para o ponta Nikcevic.

Defensivamente, em 6×0 o 5×1, a equipa leonina esteve fantástica. Perante uma equipa que demonstou ter uma forte capacidade de lançar contra-ataques apoiados, a agressiva defesa que foi protagonizada por Edmilson Araújo (quando utilizado como defesa avançado em 5×1) e por Bosko Bjelanovic a central (impedindo o jogo a canalização de jogo para o pivot) teve o efeito de dissuadir a colocação de bolas por parte da 1ª linha romena na sua 2ª linha. Criando muitos problemas ao ataque romeno, a solução dos jogadores da formação do leste, passou essencialmente pela execução de remates de 1ª linha e pela exploração do contra-ataque sempre que possível. A aliar a todos estes factos, Matej Asanin regressou em grande: o croata, jogador que tem sido menos utilizado nas últimas semanas devido a uma pequena lesão, foi novamente decisivo com uma dezena de defesas no primeiro tempo.

Ao intervalo, a vantagem de 8 golos (19-11) a vantagem espelhava a superioridade técnica e defensiva dos leões.

Na 2ª parte, a equipa não se deixou adormecer e até deu a nítida sensação que poderia ter tirado mais da partida se acelerasse o pace do jogo. Como a turma leonina tem vivido nas últimas semanas um ciclo infernal de jogos (de 3 em 3 dias) talvez tenha sido da opinião dos seus responsáveis, refrear o jogo sem perder a vantagem conquistada no primeiro tempo. Os leões conseguiram aumentar a vantagem para 12 golos no primeiro parcial de 10 minutos (com Ruesga novamente a facturar 2 golos e 2 assistências; Nikcevic aproveitou também para aumentar a sua conta pessoal, terminando a partida com 10 golos) e conseguiram manter esta vantagem quando entre os 10 e os 20″ da 2ª parte viram Bosko e Kopco serem forçados a sentar-se na cadeira das exclusões.

Nos 10 minutos finais, uma exclusão por 2 minutos de Igor Zabic permitiu aos romenos recuperar 3 golos, registando-se contudo no final um resultado muito auspicioso para a formação leonina. O jogo da 2ª mão desta final da Taça Challenge está marcado para o próximo sábado, realizando-se no Sala-Sporturilor-Horia-Demian em Cluj.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s