Os golos da semana


Apesar de não ter escrito muito nos últimos sobre “Bola” (aquela, redondinha, que rola pelo campo e que faz mover 22 homens) o sensacional slalom do argentino não nos passou em claro. Genial jogada do argentino sobre 6 jogadores para fechar a participação na Liga, numa vitória amarga dos catalães em virtude do facto do Real de Cristiano Ronaldo ter conquistado no domingo o seu 33º título espanhol.

O também sensacional movimento técnico de Aaron Ramsey na vitória do Arsenal sobre o Everton. Excelente recepção orientada do galês, permitindo a rotação que criou o devido enquadramento para finalizar em arco. Uma bela forma de terminar uma época problemática para os Gunners e para Arsène Wenger. Na próxima temporada, os gunners não jogarão a Liga dos Campeões num espaço temporal de 21 anos.

Ao contrário do Liverpool. Em ascendente, o 4º lugar alcançado pelos Reds de Jurgen Klopp na Premier premeia (qualificação para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões) uma bem sucedida campanha de um ano e meio na qual o alemão voltou a devolver o Liverpool à estabilidade, aos triunfos, às presenças em finais europeias e aos primeiros lugares da Premier. Creio porém que falta mais qualquer coisa para que o alemão possa assumir-se como um verdadeiro candidato ao título. A equipa ainda é algo irregular e precisa de ser melhorada no seu eixo defensivo. Os Reds deverão a meu ver procurar durante a pausa de verão um central que dê garantias que a dupla Joel Matip\Dejan Lovren, ou seja, que aproxime a equipa dos 26 golos sofridos pelo Tottenham nos 38 jogos realizados e dos 33 sofridos pelo Chelsea.

Sadio Mane foi efectivamente uma das grandes estrelas da temporada em virtude do dinamismo, da verticalidade, da profundidade, da fantasia e do poder de fogo que deu à equipas mas esta foi, a meu ver, a equipa em que o canarinho Phillipe Coutinho se tornou o verdadeiro patrão de Anfield.

Frente ao Middlesbrough, o internacional brasileiro cobrou este livre de forma magistral. A postura corporal no momento do remate é cheia de intenção. Ao inclinar o corpo para o ângulo pretendido, baixando ligeiramente o tronco, o brasileiro quis dar altura suficiente à bola para esta pudesse ultrapassar a barreira sem que o guarda-redes num primeiro momento a pudesse ver partir, fazendo-a baixar no momento certo. Com um tempo de reacção superior, quando o guarda-redes do Boro se fez à bola, já era tarde.

A obra prima de Alexandre Lacazette no dia em que os adeptos do Olympique de Lyon se despediram do seu maior ídolo dos últimos anos. Esta foi provavelmente a melhor recepção orientada seguida de finalização que vi desde a que se foi protagonizada em 2002 por Dennis Bergkamp frente ao Newcastle. 

O avançado internacional francês está finalmente de saída do clube francês tendo como destino o Atlético de Madrid de Cholo Simeone. 7 anos passaram desde a estreia do jogador no clube francês. Para trás, o jogador deixa um enorme legado de 129 golos em 275 jogos com a camisola do clube. Lacazette viveu o fim da era dourada do clube, a caída ao precipício e o ressurgimento nas últimas duas temporadas, constituíndo-se ao longo de 8 temporadas como um dos avançados que qualquer treinador gosta de ter no seu plantel: um finalizador com um sentido de oportunidade ímpar, para além da sobre dotação técnica que possui e do seu enorme espírito combativo, nunca dando uma bola como perdida.

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