Falamos de um guarda-redes de 51 milhões ou de 51 tostões?


Acredito piamente que para se vender um guardião por 51,6 milhões de euros, mais 2 do que o valor pago pelo Bayern há uns anos pelo melhor guarda-redes da actualidade, Manuel Neuer, e menos 1,4 milhões que o melhor guardião da História do Futebol, é preciso, em primeiro lugar, a presença na negociata um super negociador como Jorge Mendes. Dar o corpo ao manifesto (as chamadas defesas de instinto; providas de muita fé e de alguma rapidez na leitura da jogada e no tempo de reacção mas muito escassas ao nível de verdadeira técnica de guarda-redes quando analisamos ao nível de agilidade e flexibilidade; Não é que a técnica seja algo muito importante num remate à queima roupa, porque nesse tipo de remates, o mais importante é efectivamente conseguir anular um golo, mas a sua existência ajuda por vezes a distinguir um guarda-redes mediano, aquele que dá o corpo, de um guardião ágil a erguer-se aos pés do rematador) e realizar uns chutões largos lá para a frente são “duas características” que ainda não vendem guarda-redes por 51,6 milhões de euros. Os guarda-redes podem efectivamente ajudar a fazer a diferença (ofensiva) com um ou dois pontapés longos para a frente, mas convenhamos que neste momento, a sua função no futebol ainda não é, por enquanto “viver para as assistências”, apesar de já termos visto alguns exemplos históricos de keepers que batiam prodigiosamente as bolas paradas.

Olhe-se o golo do Vitória. O guardião viu a falha de marcação do central. Para além da falha de comunicação para com o defesa (um grande guarda-redes tem de ser em primeiro lugar um excelente comunicador) e de ter sido lento a fazer a leitura da situação em causa, Ederson também falhou redondamente em dois itens técnicos naquele lance: não foi ao esférico com determinação e coragem. Qualquer guarda-redes que valha 51 milhões tem que demonstrar determinação e coragem na abordagem ao lance, saindo imediatamente com todo o vigor possível com os punhos à frente. A pequena área protege a sua acção e tem de ser, em qualquer situação de bola parada, sua. O que vimos foi uma péssima abordagem do guardião encarnado ao lance, ficando completamente nas covas.

Desculpem lá meus amigos, mas um guarda-redes com este tipo de falhas, demonstra num só lance a razão que me leva a defender que não vale os 51,6 milhões. Nem 20.

2 opiniões sobre “Falamos de um guarda-redes de 51 milhões ou de 51 tostões?”

  1. Nem ninguém dará 51 milhões de euros / 46 milhões de libras esterlinas, por um guarda redes. Tomara o SL Benfica receber 20milhões do Manchester City. É só fumaça!

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    1. A lógica assim me impele a pensar, meu caro amigo! Eu acho que nesta venda não voltou a funcionar, à semelhança de outras vendas que foram realizadas nos últimos anos no mundo do futebol a “lei” da mão invisível de Adam Smith. Dizem os fundamentals da teoria clássico-marxista, teoria que no fundo foi criada ao longo de várias gerações por vários teóricos por desconstrução (da teoria do anterior)\construção, que sempre que os mercados se desregulam ao nível de oferta e procura, existe uma mão invisível a auxilar a regulação do sistema. A mão invisível nestes negócios é outra, assim como invisíveis também parecem ser os proveitos destas negociatas para um determinado clube. O passivo desse clube continua a aumentar drasticamente, na devida proporção do aumento da fortuna do seu não-remunerado presidente. Isso sim, pode-se chamar qualidade técnica. Dos artistas.

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