Finais da NBA – Jogo 1 – Breve análise à vitória dos Warriors


A melhor liga do mundo atingiu ontem o início do seu epílogo. Pelo 3º ano consecutivo, as duas melhores franquias dos últimos anos da competição iniciaram uma dura batalha (esperamos obviamente uma discussão à melhor de 7 jogos, para bem da espectacularidade gerada pelo seu basquetebol) pela conquista dos brilhantes anéis de campeão. No primeiro jogo, em Oakland, Califórnia, os vice-campeões Golden State Warriors deram um autêntico knock-out nos campeões em título, os Cleveland Cavaliers, vencendo por por 113-91, num jogo em que a equipa californiana foi mais competente, rápida, mais forte, mais lutadora e mais criativa na construção ofensiva.

A vitória dos Golden State Warriors pode explicar-se por várias ópticas.

Após um primeiro período equilibrado (parcial de 35-30) em que as estrelas de ambas as formações puderam aquecer os motores (LeBron, Durant e Stephen Curry terminaram o período com 10 pontos, enquanto Kyrie Irving culminou os primeiros 12 minutos com 9) dentro de um clima de parada e resposta, com alguns desajustes ofensivos e defensivos de parte a parte e algumas virtudes individuais (Curry teve muitas dificuldades para conseguir fugir ao bloqueio exercido por Tristan Thompson nas acções de pick and roll; os cavs desataram uma série de turnovers sem fim; LeBron conseguiu um conjunto de penetrações que lhe permitiam variações para o forte jogo exterior da equipa, embora a eficácia da equipa no lançamento de 3 pts não tenha sido a melhor; Kevin Durant foi efectivamente muito rápido nas transições), fiquei com a nítida sensação que o jogo se poderia “resolver” através das performances das segundas linhas da equipa visto que as primeiras pareciam devidamente encaixadas e na máxima força. Esta percepção, sensação que se veio a provar errada ao longo do jogo graças às fantásticas jogas que foram feitas por Kevin Durant e Curry, adveio sobretudo da intensidade com que entraram na partida jogadores com JaVale McGee e Andre Iguodala.

No 2º período, os Warriors tomaram o ascendente da partida. A agressividade nas suas acções foi a tónica dominante. A equipa de Golden State intensificou a defesa (em especial no jogo interior, onde Draymond Green deu uma preciosa ajuda ao seu back row), foi mais efectiva na conquista de ressaltos ofensivos que permitiam a concretização nas segundas bolas e Kevin Durant tomou em definitivo as rédeas da partida, perante o desatino completo dos Cavs tanto no plano ofensivo (12 turnovers) como no plano defensivo. Bastará apenas mencionar que durante o primeiro tempo, sempre que saía em transição ofensiva para o ataque após um turnover, a atitude posicional da equipa de Cleveland permitiu ao small forward uma data de passadeiras para cestos fáceis sem oposição. A vantagem de 8 pontos que se registava ao intervalo não era porém demasiado castigadora para o que os Cavs tinham feito na quadra. Inspirado, foi Kyrie Irving quem deixou os campeões a navegar à vista dos Warriors. Não menosprezando os 28 pontos, 15 ressaltos, 8 assistências e 2 blocks alcançados pelo King James ao longo da partida, foi efectivamente o base quem conseguiu manter a sua equipa pendurada no jogo quando as equipas foram para os balneários.

Mais do mesmo no 3º período. Um mau arranque da formação do Ohio no 3º período (no 2º, a formação orientada por Tyronn Lue já havia somado 4 pontos nos primeiros 6 minutos) viria a cavar a diferença que iria granjear à formação californiana a possibilidade de  gerir a partida a belo prazer até ao seu término. Vários pares de faltas ofensivas sem qualquer nexo, de bolas perdidas e de cestos relativamente fáceis não concretizados (os Cavs viriam a terminar o encontro com 20 turnovers contra os 4; sim, 4!! turnovers realizados pelos Warriors) permitiram aos homens da casa ampliar a vantagem. Neste período inicial do 3º período, o jogador mais influente foi, na minha modesta opinião Zaza Pachulia. Os múltiplos screens que o poste georgiano abriu nos bloqueios para as incursões, para o 1×1 e para os lançamentos mid e longe range de Stephen Curry e Durant (9 em 20 no lançamento de triplo) acabariam por ditar um ponto final na partida quando a equipa pode atingir uma vantagem de 18 pontos logo nos primeiros 3 minutos do período. Perante a impotência adversária para reverter a situação, a experiência equipa só teve que gerir a vantagem alcançada até ao apito final, entrando a vencer nas finais!

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