Antes de questionar quem quer que seja


Eu sei, até porque é uma opinião mais ou menos generalizada em Portugal, que muita gente sente um profundo asco em relação à valorização mediática que é feita pelos jornais desportivos portugueses com os jogadores do Benfica e\ou com os activos da carteira de Jorge Mendes. Para quem não conhece o esquema vigente entre o empresários e os jornalistas de várias publicações nacionais, poderá compreendê-lo através da leitura deste post aqui publicado. Ficámos todos de certa maneira enojados com a pequena nota de destaque que lamentavelmente foi feita pelo relatador da RTP quando o jovem José Gomes foi bater a sua grande penalidade, mas, se existiam dúvidas sobre o aqui escrevi, essas dúvidas ficaram dissipadas.

No entanto, creio que antes de poderem vir a assacar responsabilidades aos jovens que tremeram da marca dos onze metros na discussão das meias contra a selecção uruguaia, porque o erro nestas idades e nestes ambientes deve ser considerado como algo absolutamente normal e indispensável ao crescimento destes atletas, todos devemos questionar dois ou três aspectos muito simples: o primeiro é, sem dúvida, o trabalho realizado pelo seleccionador nacional Emílio Peixe nos últimos anos com este grupo de trabalho, tomando em conta o péssimo futebol praticado por esta selecção nesta competição, futebol onde apenas escaparam ilesos 3 atletas, Diogo Gonçalves, Bruno Xadas e Diogo Dalot. O segundo é muito simples mas muito óbvio: porque é que a Federação Portuguesa de Futebol continua a conceder espaço nas selecções a antigos jogadores internacionais sem provas dadas no mundo do treino de escalões jovens de formação? Poderemos conquistar regularmente troféus internacionais com este tipo de agentes no comando técnico das selecções ou deveremos finalmente realizar aquilo que as outras federações realizam quando colocam no comando técnico das suas selecções treinadores consagrados no mundo da formação? A terceira também me parece deveras importante: quais são os critérios que norteiam as convocatórias para as selecções nacionais jovens?

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4 thoughts on “Antes de questionar quem quer que seja”

  1. Es daqueles que fala depois de elas acontecerem. Falaste depois do William Carvalho ter falhado aquele penalty na final do Europeu? Gajos como tu que destroem o que deveria ser a seleção e o futebol. Abutre.

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    1. Meu caro, acho que precisa de aprender a ler. Como me pareceu não ter lido o que escrevi, transcrevo-lhe: “No entanto, creio que antes de poderem vir a assacar responsabilidades aos jovens que tremeram da marca dos onze metros na discussão das meias contra a selecção uruguaia, porque o erro nestas idades e nestes ambientes deve ser considerado como algo absolutamente normal e indispensável ao crescimento destes atletas,”

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      1. Não preciso de aprender ler, nem sou idiota. Devia também respeitar um pouco mais quem o lê
        “Ficámos todos de certa maneira enojados com a pequena nota de destaque que lamentavelmente foi feita pelo relatador da RTP quando o jovem José Gomes foi bater a sua grande penalidade, mas, se existiam dúvidas sobre o aqui escrevi, essas dúvidas ficaram dissipadas”.

        Conspiradores da parvoíce como diriam os Gato Fedorento-, na seleção não se devia admitir. Vem com o fado do Jorge Mendes… até à fase de grupos do campeonato da Europa na época passada, era a equipa do Mendes. Depois, quando fomos campeões europeus, viraram Aurélios. Hipocrisia no seu esplendor.
        O mesmo em relação à seleção sub-20. A um pequeno passo das meias. Se tivesse acontecido, bem que enfiavas a viola no saco. Duvidar da qualidade do Dias, Pedro Rodrigues, Diogo Gonçalves, é simplesmente por complexo de inferioridade ou clubite aguda. É uma pena que seja assim.

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  2. É o Sr. que está a levar a conversa para o lado que lhe interessa, tentando tirar nabos da púcara onde eles pura e simplesmente não existem. Quando escrevi “mas, se existiam dúvidas sobre o aqui escrevi, essas dúvidas ficaram dissipadas” referia-me ao que escrevi no post acima linkado, ou seja, a este breve trecho que aqui pode encontrar: https://omeucadernodesportivo.wordpress.com/2017/06/01/jorge-mendes-pode-nao-mandar-mas-decide/

    “O interesse de Mendes não é, por outro lado, ajudar os “amigos” a contratar talento pelo custo mais baixo possível. A ideia de Mendes é conduzir os seus amigos ao alvo pretendido, enchendo-os de sonhos. Os sonhos de determinados dirigentes fazem disparar o jogo da procura e da oferta. Para ter, é preciso portanto subir a parada sobre um eventual concorrente. Para o efeito, o empresário usa e abusa da imprensa, explicando-se portanto o porquê dos seus jogadores estarem tantas vezes nas primeiras páginas dos jornais europeus. Não é para menos: o super empresário têm efectivamente meia imprensa portuguesa e espanhola no seu payroll. Estamos portanto a falar de um universo de uma centena de jornalistas que são pagos para escrever bem dos seus activos e para abafar escândalos que esses activos possam fazer emergir. A mediatização dos seus jogadores é um dos métodos com que o empresário vende sonhos a vários dirigentes, obrigando-os a licitar entre si os seus activos.”

    Em post algum deste blogue consegue encontrar as afirmações que tenta imputar-me no 2º parágrafo. Por outro lado é totalmente falso que tenha escrito uma nota negativa sobre a prestação do Diogo Gonçalves, por exemplo. Mais uma vez confirmo que não leu o post:

    “No entanto, creio que antes de poderem vir a assacar responsabilidades aos jovens que tremeram da marca dos onze metros na discussão das meias contra a selecção uruguaia, porque o erro nestas idades e nestes ambientes deve ser considerado como algo absolutamente normal e indispensável ao crescimento destes atletas, todos devemos questionar dois ou três aspectos muito simples: o primeiro é, sem dúvida, o trabalho realizado pelo seleccionador nacional Emílio Peixe nos últimos anos com este grupo de trabalho, tomando em conta o péssimo futebol praticado por esta selecção nesta competição, futebol onde apenas escaparam ilesos 3 atletas, Diogo Gonçalves, Bruno Xadas e Diogo Dalot”

    Se refiro que o jogador Diogo Gonçalves escapou ileso a uma má prestação global, quer isto dizer que na minha opinião, jogou bem. Jogou mesmo. É um vistão de jogador!

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