Criterium du Dauphiné – Etapa 1 – Thomas DeGent mostra credenciais em Saint Ettiène


A 1ª etapa do Criterium du Dauphiné abriu a época de caça ao Tour! Não obstante o facto desta prova valer per se pela espectacularidade que oferece na alta montanha, estamos perante a primeira de várias provas (Volta à Suíça, Route du Sud) que irá servir de preparação a todos os ciclistas que irão participar no próximo Tour de France.

No “Critério” mais famoso do mundo estão em prova grande parte dos favoritos ao top10 do Tour, como Christopher Froome (Sky), Alberto Contador (Trek), Romain Bardet (AG2R), Louis Mentjes e Diego Ulissi (Team UAE), Andrew Talansky e Davide Formolo (Cannondale), Fabio Aru (Astana), Richie Porte (BMC), Alejandro Valverde (Movistar), Esteban Chavez, Simon Yates e Roman Kreuziger (Orica), Daniel Martin (Quickstep), Leopold Konig (Bora) e Warren Barguil (Sunweb), corredores de nomeada por Luis León Sanchez, Michal Kwiatkowski, Stef Clement ou Daniel Navarro e sprinters como Ben Swift (UAE), Ramunas Navardauskas e Borut Bozic (Bahrain-Mérida), Nacer Bouhanni (Cofidis), Maximiliano Richeze (Quickstep), Silvio Herklotz (Bora), Julien El Farés (Delko Marseille), Alexander Kristoff (Katusha), Edvald Boasson Hagen (Dimension Data), Bryan Coquard (Direct Energie) e Arnaud Demare (FDJ). Ao longo de 8 dias, numa prova que tem terrenos para todos os gostos, os ciclistas terão que enfrentar 2 etapas de colinas, 2 planas, 1 contra-relógio individual e 3 etapas de alta montanha, nas quais os ciclistas passarão por subidas icónicas do Tour como o Col de Porte, o Col du Cucheron, o Mont du Chet, o Col de Sarenne, o Col de la Colombière e o temível Alpe D´Huez. A subida ao Alpe D´Huez será, no próximo sábado, o primeiro embate nas montanhas entre Froome, Contador, Valverde, Aru e Porte, numa prova que não conta com Nairo Quintana e Vincenzo Nibali. O colombiano será presença no Tour.

Feita a breve apresentação sobre a prova, vamos aos acontecimentos da sua primeira etapa, tirada que foi ganha pelo belga Thomas DeGent da Lotto-Soudal. O experiente corredor belga de 30 anos venceu com muita categoria em Saint Ettiène vingando a fuga do dia.

A primeira etapa do dia (170 km com início e fim em Saint Ettiène) apresentou um nível de dificuldade bastante aceitável para começo de conversa. Num traçado desenhado em volta daquela cidade, os ciclistas tiveram que enfrentar um traçado que poderia muito bem ser o traçado de um fantástica clássica de primavera pelo desnível presente na etapa. Com 6 contagens de montanha ao longo dos 170 km da tirada (1 de 2ª categoria, 2 de 3ª e 3 de 3ª categoria) o percurso revelou-se bem mais difícil do que os ciclistas decerto esperavam. As expectativas iniciais ditavam que o dia iria ser atacado com toda a certeza pelos puncheurs presentes na prova. Kwiatkowski, Luis León Sanchez, Sonny Colbrelli (Bahrain-Mérida) Serge Pauweels (Dimension Data), Enrico Battaglin (Lotto-Jumbo) ou Simon Gerrans poderiam ser alguns dos principais favoritos à vitória na etapa. Não sendo um dia ideal para sprinters, alguns poderiam no entanto resistir à dureza da parte final da prova. Edvald Boasson Hagen e Bryan Coquard poderiam vencer a etapa caso conseguissem suportar o duro final de etapa.

Uma fuga com 7 elementos tratou de iniciar as hostilidades. O vencedor da etapa Thomas DeGent, rolador e contra-relogista que já teve literalmente a sorte de fechar em 3º no Giro em 2012, saiu em conjunto com homens como Antonio Nibali (irmão de Vincenzo; ciclista da Bahrain), Silvio Herklotz (Bora), o nosso bem conhecido Delio Fernandez e Angel Madrazo (ciclista que já foi ao pódio na Volta a Portugal; chefe-de-fila da Marseille) Romain Sicard (Direct Energie) e Axel Domont, vigoroso ciclista de 26 anos da AG2R La Mondiale. Com alguma permissão para ganhar tempo, os fugitivos conseguiram ao longo da etapa conquistar uma vantagem de 6 minutos que se revelou fatal para o pelotão. Quando se aperceberam que tinham dado demasiada liberdade a um grupo como este, a Orica acabou por inocentemente fazer um rasgo no pelotão quando decidiu endurecer o ritmo. A trabalhar essencialmente para uma possível vitória de Jens Keukeleire, Simon Gerrans e Roman Kreuziger endureceram o ritmo de tal maneira nos 30 km que acabaram por reduzir o pelotão a 40 unidades.

Enquanto no grupo da frente Thomas DeGent arrastou consigo Domont para um final feliz a dois, separando-se do seu companheiro de escapada na última inclinação do dia assim que pressentiu que poderia perder a etapa ao sprint, lá atrás, as últimas puxadas do dia levaram Diego Ulissi (UAE), o perigoso Roger Latour e o caloiro Emmanuel Buchmann (Bora) a exercitar um ataque que lhes permitiu ganhar 2 segundos ao pelotão depois terem conseguido uma vantagem na casa dos 10 segundos. Num primeiro momento, assim que estes 3 homens saíram do pelotão, a BMC de Richie Porte colocou o irlandês Nicolas Roche na frente para impedir que Ulissi, essencialmente, pudesse ganhar algum tempo.

Com uma impecável descida até à recta da meta, Thomas DeGent tornou-se o primeiro camisola amarela da prova com 44 segundos de vantagem para Axel Domont.

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