Criterium Dauphiné – Etapa 2 – Arnaud Demare conquista o seu 7º triunfo da temporada


Na chegada a Arlanc, a Française des Jeux mostrou que tem a máquina bem oleada para o Tour. Numa etapa corrida num traçado muito exigente do ponto de vista técnico, o sprinter francês de 25 anos foi mais forte que toda a concorrência num dos sprints mais competitivos da temporada, relegando Alexander Kristoff da Katusha para a 2ª posição e Nacer Bouhanni da Cofidis para a 3ª. Para a sua vitória muito contribuíram os esforços realizados pela sua equipa no estabelecimento na frente do pelotão do seu “comboio” e o lançamento promovido a 500 metros da meta por um companheiro de equipa. Numa etapa que todas as equipas dos sprinters (à excepção da Quickstep, um pouco em virtude da queda sofrida por Peter Vakoc na cauda do pelotão nos quilómetros finais) lutaram arduamente para conceder aos seus targets as melhores condições possíveis de abordagem ao sprint final, o francês acabou por dar uma clara demonstração de força: Demare está bem, acabou por conseguir superar o registo de vitórias obtido no ano passado (6) e promete que os seus objectivos não ficarão decerto por aqui: o francês quer desafiar Peter Sagan e Marcel Kittel no Tour!

O combativo Lutsenko 

A época de 2017 está a ser verdadeiramente negra para a Astana. Para além de ter perdido Michele Scarponi naquele malfadado acidente ocorrido nas vésperas do Giro, quando o italiano revelava estar num crescimento de forma que lhe permitiria lutar por um lugar no top10 da prova, a equipa casaque está a ter uma autêntica seca ao nível de vitórias. Com apenas 2 vitórias em etapas (uma de Scarponi no Tour of the Alps e outra de Pello Bilbao numa etapa da Volta à Turquia), registo que é profundamente desolador se tomarmos em conta que já dobrámos a primeira metade desta temporada, a equipa casaque começa a ficar extremamente pressionada pelos seus patrocinadores porque neste momento voltou a pender o cenário verificado no final da temporada de 2015: a equipa poderá perder a super licença world tour no final desta temporada.

A pressão já se faz sentir na liderança de Vinokourov. A equipa precisa desesperadamente de vitórias para poder subir mais uns lugares no ranking (é neste momento a penúltima, à frente da Dimension Data) e para poder cumprir os objectivos traçados pelos seus investidores e patrocinadores. Para o efeito, o antigo ciclista, actual director desportivo da equipa, tem aproveitado todos os palcos para fazer lançar os seus ciclistas combativos à falta de uma solução de topo dentro do colectivo para as chegadas ao sprint. Esta é efectivamente uma das grandes lacunas da formação casaque. Sem um grande sprinter, a equipa fica obviamente limitada para um largo conjunto de provas. Se no Giro, o tenente Luis León Sanchez foi a arma mais utilizada para chegar à ambicionada vitória de etapa, guardando os casaques o lutador Cataldo e o “azarado” Kangert para a geral, noutras provas de menor dimensão, Alexei Lutsenko tem sido um dos corredores mais utilizados nas fugas para tentar vencer uma etapa.

Na etapa de hoje, o jovem ciclista casaque tentou a sua sorte em conjunto com  Koen Bouwman (Lotto-Jumbo), Mickaël Delage (FDJ), Nathan Brown (Cannondale) e Romain Combaud (Delko Marseille Provence KTM). A fuga conseguiu vingar até aos 5 km finais, altura em que o resistente e frio corredor de leste (nunca olhou para trás, nem mesmo quando andou mais de meia dúzia de quilómetros na frente com o pelotão a 200 metros de distância) foi apanhado pelo pelotão, grupo que numa primeira fase foi comandado pela Lotto-Soudal do líder Thomas DeGent (a equipa belga trabalhou na frente até ao ponto em que considerou que a fuga já não representava perigo para a liderança do seu corredor) e numa segunda, pelas equipas da Dimension Data (a trabalhar para Edvald Boasson Hagen) e da Bahrain-Mérida, equipa que viu na 2ª etapa uma janela de oportunidade para o seu finalizador Sonny Colbrelli.

O bailado protagonizado na frente do pelotão nos últimos quilómetros acabou por acirrar a luta entre os sprinters. Com vários avanços e recuos na frente dos comboios das várias equipas, o melhor pedaço do bolo haveria de cair no regaço da Katusha de Alexander Kristoff quando tudo parecia indicar que a Direct Energie de Bryan Coquard queria tomar de assalto o último quilómetro. Nos metros finais, o norueguês baqueou perante a melhor ponta final de Arnaud Demare, enquanto Coquard falhou claramente o tempo de salto. Na 3ª posição, Nacer Bouhanni fez o que pode. Sem um lançador, a vida do sprinter da Cofidis é seguramente mais complicada que a dos outros. Edvald Boasson Hagen viria a ser 6º, não confirmando o excelente trabalho que foi feito pela sua Dimension Data ao longo da etapa.

Thomas DeGent mantém-se na liderança da prova.

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