Criterium Dauphiné – Etapa 3 – Amanhã é sempre tarde de mais


Quando a Bora se aproximou da cabeça do pelotão a sensivelmente 5 km da meta, qualquer esforço de perseguição adicional à fuga que viesse a ser somado aos esforços tímidos da Katusha e Dimension Data (1\2 unidades) e ao esforço completo da FDJ iria soar, no mínimo, a uma atitude tardia face à apatia demonstrada por várias equipas durante a etapa: a fuga do dia estava condenada a vencer! A vitória na 3ª etapa do Criterium Dauphiné foi para o jovem Koem Bouwman da Lotto-Jumbo, corredor que já tinha tentado a sua sorte na etapa inaugural da prova.
Aos 23 anos, o jovem corredor holandês abriu o seu palmarés como profissional, vencendo uma etapa com a Polka Dot da prova envergada no seu corpo. Voltando a fugir na abertura da etapa na companhia de 5 ciclistas (entre os quais o “perigoso Frederik Backaert, puncheur que corre muito bem nas superfícies de falso plano e colinas), o ciclista da Lotto-Jumbo deverá ter concretizado o objectivo principal da sua formação para o Dauphiné. Para isso contribuiu o desinteresse demonstrado por várias equipas com ambições à etapa na perseguição. Bora, UAE, Direct Energie, Cofidis e Sunweb não revelaram grande interesse em juntar unidades aos esforços que foram desenvolvidos pela Dimension Data, FDJ e Katusha.

Numa etapa “ondulada” marcada por um terreno altamente técnico onde sobressaíram pequenas “cotes” de categorias inferiores e uma ou outra descida que obrigava os corredores a cuidados redobrados, o pelotão voltou a ser altamente permissivo na fase inicial da corrida quando permitiu que a fuga ganhasse uma vantagem máxima de 6:45 nos primeiros 50 km. Não conseguindo reduzir mais de 3 minutos nos 70 seguintes, os corredores da fuga começaram a sentir-se à vontade para alcançarem algo mais. O positivo clima de cooperação existente entre todas as unidades até aos 300 metros finais acabou por ser outro dos factores que fez vingar a escapada face aos esforços acometidos pela FDJ na perseguição.

No sprint final, Koen Bouwman haveria de ser mais forte que o lituano Edvaldas Siskevicius (Delke Marseille) e que Backaert da Wanty.

Thomas DeGent continua de pedra e cal na liderança da prova na véspera do primeiro grande momento da competição: o contra-relógio individual de 23,5 km que se disputará amanhã entre La Tour-du-Pin e Bourgoin-Jallieu

 

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