Conteúdo repugnante


via Mister do Café

Ouvi com muita atenção tudo o que foi dito por Francisco J Marques no Porto Canal ao longo das últimas semanas. Se na semana passada ainda coloquei aqui neste espaço um leque de interrogações acerca da veracidade e da legalidade dos conteúdos reproduzidos, porque cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém e, porque, por outro lado sempre acreditei que o Benfica seria capaz de mexer a sua eficaz máquina de contra-informação para colocar o assunto rapidamente em banho maria, hoje começo a ter poucas duvidas: se o director de comunicação do Porto continua a drenar o imenso e nauseabundo pus que brota da cavernosa cavidade encarnada, é porque está absolutamente ciente que o pode fazer. Ultrapassadas as dúvidas quanto à legalidade do acto, resta-nos tentar perceber o que é a FPF e a Liga vão fazer com este abjecto dossier. A confirmar-se como verdadeiro o conteúdo deste email, não restará à Federação outra solução de actuação diferente daquela que está prevista no artigo 65 do seu regulamento disciplinar.

Não existe outra solução possível. O Benfica tomou-nos a todos como parvos. Os seus dirigentes, os seus treinadores e os seus adeptos tomaram-nos a todos como papalvos, rotulando-nos das mais diversas graçolas para nos descredibilizar. Nós, os consumidores, andámos semanas, meses, para não dizer anos a tentar explicar que estávamos perante um espectáculo altamente viciado quando, o que nos diziam para nos rebater era o clássico argumento que o Benfica era mais forte porque tinha um plantel melhor do que o do nosso clube, uma estrutura directiva mais organizada que a do nosso clube, um presidente mais competente que o nosso, mais poder de compra que aquele que tinha o nosso clube, treinadores mais competentes que os nossos e por aí adiante.

Perdemos 4 anos da nossa vida a discutir os problemas existentes na arbitragem portuguesa, a construção de planteis, o trabalho dos treinadores com os seus planteis, sistemas de jogo, processos de jogo, sistemas tácticos, performances e características individuais dos atletas para nada. Agora viemos a descobrir que todas as narrativas que nos foram contadas nos últimos anos não foram mais do que quilos de areia para os nossos olhos. O Benfica foi mais forte porque foi o clube que mexeu mais influências nas instituições. Ponto assente e final. Durante 4 anos, as instituições que tutelam o nosso futebol foram uma autêntica coutada leal aos interesses de um só clube, movendo todas as influências possíveis para seu próprio benefício, para o benefício dos entes directamente ligados ao esquema, e para que esse clube pudesse exercer uma espécie de vindicta privada sobre os seus rivais. Para além desse facto nojento, ao longo destes 4 anos, o Benfica fez (directa e indirectamente, através dos seus papagaios de serviço) uma autêntica cruzada contra o presidente do Sporting, descredibilizando-o de todas as formas possíveis e impossíveis sempre que este tentou mexer nas feridas. Como tal, o Benfica deve ser severamente punido porque a lei não serve apenas para resolver os conflitos que emergem no quotidiano. A lei serve também um propósito preventivo que visa dissuadir a prática futura desses mesmos comportamentos por parte de outros agentes. Não existe melhor efeito de prevenção que a punição exemplar a partir do topo da cadeia. Estou certo e seguro que só assim poderemos vir a alcançar a transparência que o futebol português precisa.

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