Volta à Suíça – Etapa 3


A etapa de 159,3 km entre Menzigen e Berna, a capital da Federação Suíça, prometia espectáculo. Num traçado muito idêntico à etapa que Peter Sagan conquistou na capital suíça na edição de 2016 do Tour, o esloveno era apontado como o principal favorito à conquista da 3ª etapa da Volta à Suíça. Num desenho que voltou a ser de dificuldade média alta em virtude das 3 categorias de montanha que os ciclistas tiveram de enfrentar até aos 15 km finais, e de um final extremamente apimentado (os 5 km finais foram parcialmente corridos em paralelo no centro histórico de Berna; os últimos 1500 metros foram corridos num pequeno muro de 6,5% de pendente; pelo meio existiram as perigosas viragens que os ciclistas tiveram que efectuar para chegar ao destino final), o campeão do mundo de estrada em título liderava uma bolsa de apostas que tinha outros nomes como Enrico Gasparotto (Bahrain-Mérida), Domenico Pozzovivo (AG2R), o nosso Rui Costa (voltou a estar em destaque na parte final), John Degenkolb e Michael Matthews (Sunweb). A vitória na etapa viria a sorrir ao australiano da Sunweb ao sprint depois de Pozzovivo ter mexido com a corrida na aproximação à linha de chegada.

O dinamarquês Lasse Norman Hansen, chefe de fila da Aqua Blue tentou ser o herói do dia. O talentoso ciclista de 25 anos da formação irlandesa, brilhante ciclista de pista (chegou a ser campeão olímpico em 2012 na prova do Omnium) que está lentamente a transitar em exclusivo para a estrada, tentou, em conjunto com o holandês Elmar Reinders da Roompot fazer vingar uma fuga durante dezenas de quilómetros. Na aproximação à última dificuldade do dia, o dinamarquês deixou o ciclista da formação holandesa para trás com uma diferença considerável de 3 minutos para o pelotão, liderado essencialmente pela Trek e pela BMC do líder Stephen Kung. A formação da marca norte-americana registada na UCI sob o patrocínio da Federação Luxemburguesa de Ciclismo tinha naturalmente em ciclistas como Matthias Brandle ou Jarlinson Pantano as suas cartadas para a etapa. As expectativas depositadas nestes nomes levaram toda a equipa para frente com o intuito de iniciar uma perseguição séria a Hansen. A BMC também as tinha com o próprio Kung enquanto a Bahrain tinha provavelmente a maior cartada: o Rei dos Muros Enrico Gasparotto. Nos quilómetros finais, todos os citados trataram portanto de andar pela frente do pelotão à espera de uma oportunidade para lançar um ataque. O mesmo se passou com o nosso Rui Costa.

Bem posicionado, o português foi rápido a reagir quando Domenico Pozzovivo tentou dinamitar toda a concorrência com um fortíssimo ataque que não surtiu qualquer efeito dentro do último km, muito por culpa da Bora de Peter Sagan. O português tentou efectivamente “ver se colava” a possibilidade de disputar o sprint final sem a presença dos sprinters. A formação alemã estava interessada em levar a corrida para o sprint final (em grupo reduzido) de forma a proporcionar ao seu astro a melhor abordagem possível ao mesmo. Os planos da Bora foram apenas estragados pelos da Sunweb. Com uma fantástica captação da dianteira nos 300 metros finais, a congénere da Bora, conseguiu criar um profícuo comboio de lançamento para o corredor australiano, facilitando-lhe a tarefa perante Sagan e Degenkolb.

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s