Duas chouriçadas e dois frangos e Marc Andre Ter Stegen…


(…) quase permitiram uma estreia de sonho da selecção orientada por Ange Postecoglu frente ao lote B dos actuais campeões do mundo, num jogo pastelão que os alemães poderiam ter resolvido bem mais cedo, se não tivessem sido tão perdulários. 

Do futebol da selecção da Oceania, percebi claramente a ideia do seu treinador (um futebol muito apoiado, curtinho, com trocas de pé para pé, para suplantar a cobertura posicional dos germânicos e a intensidade na pressão a meio-campo, alternado com lançamentos em profundidade durante o segundo tempo para as incursões de Robbie Kruse para as costas dos centrais alemães; a Austrália está finalmente a abandonar por completo o britânico kick and rush mas o seu futebol apoiado ainda está algo mastigado) mas não percebi muito sinceramente a falta de rigidez posicional de alguns jogadores, a falta de entrosamento entre unidades de um grupo que trabalha às ordens de Postecoglu desde 2013 (a quantidade de passes falhados nesta partida foi escabrosa), o posicionamento do veloz Matthew Leckie a ala direito (a equipa ganha muito mais quando Leckie joga no último terço em virtude da sua velocidade, verticalidade e capacidade de cruzamento: o jogador é muito débil defensivamente)  a infantilidade que os 3 centrais (em especial Trent Sainsbury, jogador que na 2ª metade da última temporada alinhou no Inter) cometeram em vários lances. Um deles foi o lance que originou o 2º golo da Alemanha através de uma grande penalidade.

Aaron Mooy – o cérebro

Totalmente em alta depois de ter ajudado (sob empréstimo do Manchester City) o Huddersfield Town a subir à Premier League, foi o melhor dos australianos em campo na partida que foi disputada durante esta tarde. O jogador nascido há 26 anos em Sydney é o verdadeiro cérebro desta selecção australiana, não só pela sua evidente qualidade técnica mas também pelas suas aptidões estratégicas. Mooy é um verdadeiro pensador de jogo. Em cada acção praticada em campo, o jogador tenta retirar o maior benefício possível para a sua equipa ou seja, a progressão desta.

Leon Goretzka – O criador

Na selecção alemã, Joachim Low usa convenientemente o dinâmico e criativo médio do Schalke. Num sistema em que o jogador joga ligeiramente mais à frente de Sebastian Rudy no corredor central (nas costas dos médios adversários) como médio de aproximação à área, ao invés das posições que é utilizado na formação alemã (no duplo pivot Johannes Geis; quando jogam Bentaleb e Geis em simultâneo, Goretzka aparece descaído para uma das alas; as funções criativas no corredor central são entregues a Max Meyer) Goretzka revela mais proficiência no capítulo específico da aceleração de jogo (em particular nas acções de contragolpe) criatividade e poder de fogo no seu jogo. O médio do Schalke assinou uma exibição notável contra os australianos. Para além de ter sido o jogador que mais bolas recuperou durante a partida, o jogador deu sempre muita velocidade às acções de contragolpe dos alemães e coroou a sua exibição com a conquista de uma grande penalidade numa acção de tabela à entrada da área na primeira parte e com aquele portentoso golo na segunda.

 

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