Os golos do dia


O golo do médio centro dos Camarões Andre Franck Zambo Anguissa (Olympique de Marselha) frente à selecção australiana no empate somado pelas duas equipas na partida disputada em São Petersburgo.

Relativamente ao lance do golo destaco o passe fenomenal do central Michael Ngadeu-Ngadjui para a entrada de Anguissa junto ao central australiano Milos Degenek e o sentido de oportunidade do jogador do Marselha quando se apercebeu que o guardião australiano Matthew Ryan iria chegar atrasado aquela bola. Ao aproveitar o facto da bola ter caído “em terra de ninguém”, o jogador camaronês aproveitou claramente uma situação de falta de comunicação entre o central e o guarda-redes da selecção australiana para ser feliz. Degenek confiou. O central pensava que seria mais rápido a chegar aquela bola. Como tal, não pediu a Ryan para sair. Como não saiu atempadamente, o guardião australiano que no presente defeso foi adquirido pelo recém-promovido à Premier League Brighton and Albion, foi apanhado em contrapé na jogada.

Aproveitando o lance do golo dos camaroneses como um bom leitmotiv para escrever algumas linhas sobre o jogo desta tarde entre austrais e africanos, fica aqui uma tónica de todo o jogo. Vincent Aboubakar não quer nada com a Taça das Confederações. O avançado do Porto teve nos pés quatro ocasiões de golo nos segundos 45 minutos.

Num jogo em que a selecção australiana voltou a revelar bons princípios de jogo na construção mas muitas dificuldades nas fases de criação (excepção feita a um ou dois lances em que a bola foi muito bem variada para o flanco direito para as subidas de Matthew Leckie ou para as diagonais de Robbie Kruse; como referi há uns dias, no post de análise ao jogo frente à Alemanha, o extremo do Hertha de Berlim ganha outra expressividade quando joga mais subido no terreno; a verdade é que Benjamin Moukandjo foi muito menos inofensivo que Julian Draxleros camaroneses foram mais fortes. Não sendo uma equipa apurada ao nível de sentido posicional (no fundo nenhuma selecção africana é), a formação orientada pelo técnico belga Hugo Broos foi crescendo ao longo do jogo.

Na primeira parte, os australianos dominaram o meio-campo e a posse de bola, respondendo os camaroneses com um futebol em profundidade que visou essencialmente municiar o seu fortíssimo e veloz trio ofensivo constituído por Benjamin Mounkandjo, Vincent Aboubakar e Christian Bassogog. Bassogog foi ao longo dos 90 minutos um autêntico terror para a asa esquerda defensiva dos australianos (Gerbach e Degenek). Dos pés do jogador de 21 anos que alinha na China no Henan Jianye saíram grande das situações de golo criadas pela selecção africana na partida. Bassogog sai muito valorizado desta Taça das Confederações pelo enorme espectáculo que tem dado. Não me admiro muito se o jogador camaronês de 21 anos tiver despertado o interesse de várias equipas dos principais campeonatos europeus.

Não é para menos… Bassogog é um clássico extremo africano que me faz lembrar Rudolph Douala. Veloz que nem uma flecha com a bola nos pés, fantasioso, criativo, difícil de parar. Em relação às centenas de jogadores “em série” que o continente africano nos mandou para esta posição nos últimos 25 anos, há um pormenor onde o jovem jogador que já passou pelo futebol dinamarquês, mais concretamente pelo Aalborg, se destaca de muitas dezenas de outros jogadores: a sua tomada de decisão.

Na 2ª parte, os 15 minutos iniciais pertenceram aos australianos. A formação de Ange Postecoglu chegou ao empate através da marca de grande penalidade na sequência de um erro grotesco cometido pelo lateral Ernest Mabouka na área camaronesa. A partir daí, os australianos apagaram por completo. A subida de rendimento dos jogadores do meio-campo camaronês (quer ao nível posicional, quer ao nível da abordagem às bolas divididas) permitiu à selecção africana sair sistematicamente no contragolpe com a bola no chão. A equipa africana revelou estar muito bem oleada no capítulo da transição. O avançado do Porto Vincent Aboubakar revelou-se bastante profícuo na forma em como pode acelerar várias acções de contragolpe pelo corredor central mas foi um autêntico desastre no capítulo da finalização.

Da Taça das Conferderações viajamos até à Polónia, mais concretamente até ao Europeu de sub-21…

(…) prova em que a selecção da casa viu consumada a sua eliminação na 3ª jornada do Grupo A frente à Inglaterra. O avançado do Leicester Demaray Gray abriu o marcador com este maravilhoso remate. Num jogo em que os ingleses criaram uma mão cheia de oportunidades de golo no jogo aéreo em situações de bola parada e outras tantas em futebol corrido, o guarda-redes polaco Jakub Wrabel acabou por ser um dos melhores jogadores em campo. O guardião de 21 anos do Olimpia Grudziadz fez meia dúzia de defesas absolutamente monumentais.

Os campeões em título também estão fora da fase de final da prova. A selecção sueca, elenco que só contou na Polónia com 2 jogadores da equipa que venceu a prova em 2015, caiu com retumbância frente à Eslováquia por 3-0. O grande momento da partida foi o 2º golo apontado pelos eslovacos na partida por intermédio do avançado do Zilina Jaroslav Mihalik.

Como se pode ver no vídeo acima postado, como os suecos não conseguiram estancar a transição, os eslovacos ficaram numa situação de 6 para 4. Nesta jogada, para o jogador que vai cruzar, difícil era não escolher uma boa solução de finalização.

Tudo fácil…

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