Uma lição de competência


Joachim Low ganhou por completo a aposta realizada nesta Taça das Confederações. Ao apostar neste lote de jogadores, Low juntou às 13 ou 14 unidades que ficaram em casa a descansar, um novo lote de 15 opções para o próximo mundial, se não contarmos por outro lado, com o lote de possíveis convocáveis que a Mannschaft tem na sua selecção de sub-21. Ao  contrário de grande parte dos seleccionadores que irão à Rússia disputar o Mundial no próximo ano, Joachim Low terá um lote de opções a rondar as 40 unidades, algo que não só é profundamente admirável como poderá garantir a realização de um excelente trabalho e a obtenção de resultados. 

Vários são aqueles que tem perguntado como é que o seleccionador alemão conseguiu, num curtíssimo espaço de tempo, montar um colectivo tão forte e tão competente em todas as dimensões do jogo, com um misto de jogadores entre a 1ª linha do futebol germânico (poucos; 7) e jogadores que estão na linha de sucessão para o futuro?

Vários são os factores que podem concorrer para a resposta (o facto de alguns destes jogadores terem trabalhado juntos nas selecções jovens alemãs; o facto de alguns destes jogadores alinharem no mesmo clube ou já terem trabalhado junto nos clubes) mas creio que o factor principal que explica o sucesso deste elenco germânico na Taça das Confederações reside essencialmente na competência táctica dos jogadores.

Frente à hábil e bem trabalhada (ao nível de processos ofensivos) selecção mexicana na primeira meia-hora, os alemães deram uma autêntica lição de competência. Numa equipa em que a primeira linha de pressão efectiva começa nos 2 laboriosos avançados, e em que o meio-campo é trabalhado (ao nível de processos defensivos) num nível posicional altíssimo (unidades sempre muito próximas; pressão à zona efectiva, a não deixar os mexicanos colocar o seu jogo interior; coordenação entre unidades ao nível da saída para a pressão; marcação individual nas alas apuradas para que os mexicanos não possam desequilibrar pelos corredores; marcação no osso dos centrais a Javier Hernandez sempre que este vem atrás participar nos processos de circulação), a transição para o contra-ataque está automaticamente assegurada. Cada conquista de bola a meio-campo (Sebastian Rudy, o jogador que mais bolas recuperou) representou imediatamente, neste intervalo temporal, uma mecânica transição para o contra-ataque (Heinrich a dar imediatamente profundidade; Timo Werner e Lars Stindl recuam imediatamente para apoiar a transição, com a possibilidade de poder conduzir e realizar o último passo para o jogador, neste caso concreto Leon Goretza que fizer imediatamente o movimento de incursão para as costas do defesas mexicanos) com os resultados que se viram nos primeiros 8 minutos de jogo. 

 

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