Um super atleta chamado Wayde Van Niekerk


Não elevar o velocista sul-africano ao estatuto de uma das maiores lendas (vivas) do atletismo mundial é algo que considero de uma tremenda injustiça. Se bem se lembram, van Niekerk já tinha deixado todo o mundo de olhos em bico nos Jogos Olímpicos do Rio quando, na final dos 400 metros, numa prova em que não era um dos principais candidatos às medalhas, conseguiu pulverizar os lendários e, supostamente imbatíveis, de Michael Johnson com uma marcha final fantasmagórica.

No meeting de Ostrava na República Checa, Van Niekerk voltou a estabelecer a melhor marca mundial nos 300 metros. Existem contudo assinaláveis diferenças entre as corridas de 300 e 400 metros. Nas provas de 400 metros, os atletas entram num elevado estado de débito de oxigénio em virtude da fadiga acumulada nos primeiros 200 metros, o que torna obviamente mais difícil a produção de adenosina trifosfato (ATP), a molécula que armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato do aparelho locomotor. Para além desse facto,  a prova de 400 metros é uma corrida na qual, o rendimento do atleta está está muito “dependente da capacidade de cada atleta em produzir e remover o ácido láctico” (Costa, 1996; Colaço & Santos, 2002). 

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