Tour de France – 3ª etapa – Sagan colocou a roda no ar na chegada a Longwy


A 3ª etapa da presente edição do Tour marcou a transição entre países. Da Bélgica a França, mais concretamente à pacata comuna de Longwy ( departamento de Meurthe-et-Moselle), passando pelo território luxemburguês numa  parte do percurso, o Tour chegou ao seu natural berço. Numa etapa que teve como ex libris a passagem dos ciclistas pelo histórico circuito de Spa Francochamps no seu preâmbulo, o bicampeão do mundo de estrada Peter Sagan pode arrancar (a ferros) a vitória na etapa na chegada à complexa subida do Côte de de Religieuses.

O ondulado perfil da etapa (4 contagens de montanha; várias inclinações não categorizadas) convidava os puncheurs presentes na prova a tentarem a sua sorte. Pese o desfecho final que era esperado por todos (a discussão ao sprint em grupo restrito), facto que efectivamente veio a acontecer (o sprint final foi disputado por 29 atletas), a etapa oferecia matéria palpável para vários ciclistas combativos. O constante sobe e desce e a terrível chegada em ligeira ascensão, poderia ter permitido a chegada em solitário ou em grupo a um lote de ciclistas habituados ao mais alto rendimento nas clássicas da primavera. Phillippe Gilbert poderia ser, à priori, um dos ciclistas aptos a tentar a sua sorte durante a etapa ou no sprint final desta.

A etapa foi de facto muito atacada. Dois lotes de escapados tentaram a sua sorte em fases distintas da prova. Logo aos primeiros quilómetros da etapa, o australiano Adam Hansen (Lotto-Soudal), Nathan Brown (Cannondale), Nils Politt (Katusha), Romain Hardy (Fortuneo), Frederik Backaert (Wanty) e Romain Sicard (Direct Energie) tentaram a sua sorte. Este sexteto de luxo formado por ciclistas que correm muito bem provas de um dia ainda ameaçou poder angariar todas as condições para disputar a etapa. Num segundo lote de fugitivos, assim que os primeiros foram alcançados pelo pelotão,  Lilian Calmejane (Direct Energie), Thomas De Gendt (Lotto Soudal) e Pierre-Luc Perichon (Fortuneo) também tentaram a sua sorte. O sintético ataque realizado por ciclistas com muita qualidade neste tipo de terreno teve o condão de fazer soar todos os alertas no seio da equipa Sunweb de Michael Matthews. O poderoso finalizador australiano era de facto um dos principais favoritos à conquista da etapa caso o seu desfecho fosse habilmente conduzido para a sua ponta final. Como Matthews adora finalizar em subida, a chegada deste etapa constituía-se de facto à sua imagem e semelhança.

Nos km´s finais, a Sunweb realizou todos os esforços possíveis para que Matthews vencesse a etapa. O australiano fez, como se pode ver no vídeo em epígrafe, um sprint fenomenal num lançamento em que arrancou ligeiramente tarde. Se Matthews não tivesse sido lesto a arrancar, tenho a certeza que teria ganho a tirada. Contudo, também creio que a vitória de Peter Sagan ainda deve ser mais vincada se atentarmos ao facto concreto que lhe aconteceu no sprint final. Com Greg Van Avermaet e Marcel Kittel a morder-lhe os calcanhares, Sagan conseguiu ser o mais rápido mesmo depois do sapato se ter desapertado do pedal de encaixe. O eslovaco é definitivamente um ciclista de outra galáxia!

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