Quem é Luis Henrique, a “grande promessa do futebol mundial” anunciada pelo Feirense?


O post de apresentação publicado pelo Billas na sua página de facebook e no seu site oficial a propósito da contratação do avançado brasileiro Luís Henrique apanhou toda a gente de surpresa. O clube de Santa Maria da Feira não fez por menos quando vendeu o jogador como uma das maiores promessas “do futebol brasileiro e mundial”, antes de narrar a verdadeira novela que foi o percurso do jogador  – fomos ao Youtube seguir o rasto do jovem avançado brasileiro que chega a Santa Maria da Feira vindo do Atlético Paranaense. 

 

Nos dois vídeos de qualidade aceitável que pude ver no Youtube (aqueles vídeos algo enganadores, feitos por encomenda à medida por parte do jogador ou do seu empresário em que são suprimidas as más exibições bem como os pontos fracos do jogo do futebolista) compreendi que o brasileiro é um jogador que apresenta algum potencial para ser trabalhado mas parece-me longe de ser um fenómeno. Luís Henrique desmarca-se bem sobre os centrais, é um finalizador (pese embora o facto de só ter marcado 7 golos em 38 jogos realizados na Série B e na Série A do Brasileirão, ao serviço, respectivamente do Botafogo e Atlético Paranaense), revela algumas qualidades no jogo de cabeça, faz uma ou outra diagonal interessante e tem a tendência de cair para o flanco esquerdo quando é lançado em profundidade. Revela alguma qualidade no drible e é veloz, se atendermos ao contexto específico do pace com que é disputado o futebol brasileiro. Em Portugal, naturalmente, o ritmo a que são disputadas as partidas é muito mais rápido, as defesas não irão conceder tanta liberdade para que o jogador apareça nas suas costas a receber passes em profundidade, uma boa parte das equipas jogará em bloco baixo com marcações cerradas na área e os defesas são mais agressivos na abordagem ao adversário.

Em virtude do curriculum, creio que o jogador parece-me, à primeira vista, estar longe de ser uma das grandes promessas do futebol mundial (muito dificilmente chegará à selecção brasileira sénior apesar de contar com algumas internacionalizações pela selecção brasileira de sub-17) mas, como dizem os brasileiros, é preciso dar-lhe uma chance não é?

 

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