Tour de France – 6ª etapa – Marcel Kittel bisa na chegada a Troyes


Imagens do último km\sprint final

A prova nos 20 km finais (o vídeo foi interrompido quando faltavam 3 km para a meta).

Em Troyes, o alemão Marcel Kittel voltou a soltar um dos seus sonoros “Ja” – Prima! Wunderbar! Natürlich Kittel! No primeiro sprint da prova sem a presença de Peter Sagan e Mark Cavendish, o ciclista germânico da equipa belga Quickstep levou a melhor sobre os seus rivais na luta pela camisola verde. Vindo de trás, do nada, o alemão realizou uma ponta final fortíssima. Arnaud Demate (FDJ), Andre Greipel (Lotto-Soudal) e Alexander Kristoff (Katusha) tiveram que se contentar, respectivamente, com as posições entre o 2º e o 4º lugar!

Como podereis ver no 2º vídeo postado em epígrafe, no início da etapa, Kittel afirmou que a vitória no sprint final dependeria quase e exclusivamente do seu posicionamento na abordagem aos metros finais. O alemão não conseguiu tomar a dianteira da corrida assim que o lançador de Edvald Boasson Hagen saiu da frente, mas teve, no último km, a preciosa ajuda de Fabio Sabatini para manter viva a esperança de vencer a etapa. Na roda do lançador da Dimension Data, tanto Demare como Greipel conseguiram tirar vantagem sobre toda a concorrência (Degenkolb ficou entalado; Bouhanni fez várias asneiras nas trajectórias) pese embora o facto de Demare ter sido ligeiramente prejudicado pela saída do ciclista da formação sul-africana quando ficou ligeiramente encostado contra as barreiras. Kittel não partiu bem posicionado (saiu por fora) mas conseguiu num par de dezenas de metros, ser mais forte que toda a concorrência, realçando de facto a enorme potência que coloca nos seus momentos de finalização. O sprinter alemão cruzou a meta a uns estonteantes 71 km\h.

Uma etapa muito tranquila

O cenário oferecido pela organização no perfil da etapa e os gastos energéticos provocados pela subida de ontem a La Planche des Belles Filles amenizaram as primeiras horas de corrida da etapa de hoje. Logo ao primeiro quilómetro de corrida, um trio de corredores saiu do pelotão. Vegard Stake Laengen da UAE, Pierrick Quemeneur da Direct Energie e o conhecido rolador da Wanty Frederick Backaert (2º dia em fuga na prova) tentaram a sua sorte, sendo apanhados apenas a 4 km da meta pelo apetite voraz do pelotão, comandado à vez nos últimos kms, pelos comboios da Quickstep, Lotto-Soudal e Katusha.

No lançamento final há que destacar o enorme trabalho feito pelo italiano Fabio Sabatini em prol de Marcel Kittel. O lançador italiano conseguiu manter acesa a chama da esperança para o ciclista alemão.

Classificação dos pontos

Com esta vitória, Kittel aproximou-se novamente de Demare. O francês da FDJ tem agora 170 pontos, mais 37 que o alemão da Quickstep. Michael Matthews é 3º com 96. Andre Greipel é 4º com 93. Alexander Kristoff (Katusha) é 5º com 73 pontos.

A Bora tentou a reinserção de Sagan na corrida junto do Tribunal Arbitral do Desporto – o TAS rejeitou o argumento do ciclista e da sua formação. 

A equipa alemã anunciou hoje em nota oficial a apresentação de um recurso junto do Tribunal Arbitral do Desporto que visava reverter a decisão tomada pelos comissários da UCI em relação ao caso de Peter Sagan e Mark Cavendish. Os alemães tentaram reinserir Sagan na prova mesmo apesar do eslovaco não ter corrido a etapa de ontem. Na nota oficial pudemos ler:

“A equipa e Peter Sagan, representados pelos seus advogados, endereçaram um apelo ao TAS, no qual consta uma moção urgente para suspender a decisão tomada pelo colégio de comissários a 04 de julho e posteriormente rectificada pelo presidente da União Ciclista Internacional.”

“Peter Sagan não causou “deliberadamente” a queda de Mark Cavendish. Peter Sagan manteve a sua linha e não conseguiu ver Mark Cavendish no lado direito” – argumentaram os alemães. No texto, a Bora sustentou ainda a omissão de uma questão procedimental por parte do colégio de comissários. A equipa alemã alegou que os comissários não ouviram Peter Sagan (procedimento obrigatório, segundo os regulamentos da UCI) antes de ser tomada a decisão de cariz disciplinar.

O TAS rejeitou prontamente o recurso.

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