Antonio Rudiger


Confesso que quando vi pela primeira vez o central alemão a jogar pela Roma (15\16) foi um jogador que me demorou muito a convencer. A impetuosidade, a extrema agressividade aplicada sobre o adversário e as fifias que o central alemão cometia esporadicamente levavam-me a pensar que estavam perante um daqueles cepos extremos que não chegariam a lugar algum. Com o tempo, fui-me apercebendo que o jogador foi melhorado nos aspectos em que deveria ter sido melhorado: é menos impetuoso e menos agressivo por dá aquela palha (confesso que odeio aqueles centrais que só sabem bater, não revelando qualquer inteligência na abordagem aos lances), mais assertivo no desarme (impõe o físico e desarma sempre com o intuito de jogar a bola), mais ágil do que aquilo que era, mais esclarecido na saída a jogar (chegando até a cometer alguns loucuras para um central quando se aventura com bola em velocidade pelo meio-campo da equipa adversária; na equipa para onde vai jogar, pode ser uma característica muito positiva porque os centrais de Antonio Conte são centrais muito ofensivos; tomemos o exemplo de Cesar Azpilicueta; o espanhol está sempre subido no terreno a apoiar as acções dos corredores e executa vários remates de meia distância por jogo) pese embora o facto de continuar a ser um jogador tecnicamente modesto, e um jogador que usa e abusa do passe longo nas saídas de jogo. 

Não creio que o jogador sentirá estranheza na defesa a 3 de António Conte no Chelsea. Com Spaletti na Roma, Rudiger teve que fazer alguns jogos a lateral direito, funcionando, na maior parte das vezes, como um 3º central. Eis um momento de jogo frente à Lazio na qual se pode observar a inserção do alemão num trio traseiro nos momentos de saída de jogo a partir de trás. De Rossi permite, como se pode ver, a subida do lateral esquerdo Emerson e no lado direito, quem dá largura é Salah. Com Bruno Peres em campo, Rudiger passou mesmo à qualidade de 3º central ao lado de Manolas e Fazio. A estabilidade defensiva da equipa nunca está comprometida. No entanto, como referi lá atrás, o jogador será obrigado a ter que avançar mais no terreno para apoiar as acções ofensivas que são desenvolvidas pelos corredores (neste caso concreto por Victor Moses) à semelhança daquilo que Azpilicueta faz em grande parte dos jogos.

 

 

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