Tour de France – 9ª etapa – Rigoberto Uran vence na infernal etapa de Chambéry


Que etapa infernal!

Nas últimas horas tentei puxar pela cabeça para encontrar uma etapa (desde 1995, o primeiro ano em que acompanhei a prova francesa de fio a pavio) do passado que tenha sido tão ou mais dantesca que a etapa que foi corrida hoje nas Montanhas do maciço do Jura. Em 22 edições, só me consegui recordar de duas etapas que tenham sido tão ou mais sinistras que a etapa corrida durante esta tarde de domingo: a etapa do dia 18 de Julho de 1996, corrida que ficou tragicamente marcada pela morte de Fabio Casartelli na sequência de uma queda (a morte do ciclista americano, antigo colega de Lance Armstrong na extinta Motorola, poderia na altura ter sido evitada se o ciclista tivesse usado capacete), a célebre etapa de 2003 na qual Joseba Beloki poderia ter sofrido o mesmo destino, e a brutal queda que afectou uma data de ciclistas (entre os quais o nosso Rui Costa) na edição de 2015. 

No meio de tantos azares que irão naturalmente retirar espectacularidade à prova nas próximas semanas (se juntarmos as quedas ocorridas durante a etapa de hoje à queda de Valverde logo na primeira etapa) e, que irão, na minha opinião, encaminhar Christopher Froome se nenhuma anormalidade acontecer ao britânico até Paris (Geraint Thomas, Manuele Mori, Robert Gesink e Richie Porte abandonaram o Tour; o australiano ficou extremamente maltratado, tendo que ser assistido pelo médicos presentes na caravana antes de ser encaminhado para um hospital da região; Contador, Yates, Bardet, entre outros também beijaram o asfalto na primeira metade da corrida; Froome avariou no início da subida para o Mont Du Chat), o colombiano Rigoberto Urán deu a primeira vitória à Cannondale na prova francesa. E que vitória, dadas as vicissitudes sofridas pelo colombiano na descida do Mont Du Chat para Chambery!

Comecemos pelo início da etapa.

A 9ª etapa deste Tour avizinhava-se à partida como uma etapa na qual vários ciclistas poderiam fazer a diferença para a geral. À cabeça, por uma questão de coerência em relação que se passou na similar etapa que foi corrida há menos de um mês para o Criterium Dauphiné, Jakob Fuglsang, Fabio Aru e Richie Porte poderiam estar diante do momento ideal para arriscar o assalto à liderança de Christopher Froome. As 7 contagens de montanha dispostas pelo perfil da etapa prometiam uma etapa épica. A etapa acabou por ser épica mas por maus motivos.

A etapa foi obviamente muito atacada desde o início. Logo nas primeiras contagens de montanha Thibault Pinot (FDJ) e Tim Wellens saíram do pelotão. Após várias tentativas, os dois corredores conseguiram facilmente atingir o minuto de vantagem para o pelotão. Enquanto no pelotão começavam os problemas para alguns ciclistas (uma aparatosa queda de vários corredores retirava o holandês Robert Gesink e o italiano da UAE Manuele Mori da corrida) vários foram os ciclistas que aproveitaram o momento para se pôr literalmente ao fresco do nervosismo que se instalou. Num ápice, quando Pinot se apercebeu, já tinha um enorme batalhão de 36 corredores à sua volta nos quais constavam os seguintes ciclistas, com especial incidência, mais uma vez, para os gregários dos grandes candidatos presentes: Jan Bakelants, Axel Domont e Alexis Vuillermoz (AG2R-La Mondiale), Jesus Herrada e Carlos Betancur (Movistar), Bauke Mollema e Jarlinson Pantano (Trek), Alessandro De Marchi e Amaël Moinard (BMC), Bakhtiar Kozhatayev e Alexey Lutsenko (Astana), Kristjian Durasek e Vegard Stake Laengen (UAE), Michael Albasini (Orica-Scott), Zdenek Stybar (Quickstep), Pawel Poljanski (Bora), Robert Kiserlovski e Tiago Machado (Katusha), Thomas De Gendt, Tony Gallopin  (Lotto-Soudal), Michael Matthews, Nikias Arndt, Warren Barguil, Simon Geschke e Laurens ten Dam (Sunweb), Nicolas Edet e Dani Navarro (Cofidis), Primoz Roglic (Lotto-Jumbo), Thomas Voeckler (Direct Energie), Pierre Rolland e Dylan Van Baarle (Cannondale-Drapac), Javier Moreno (Bahrain-Merida), Brice Feillu, Pierre-Luc Périchon e Eduardo Sepulveda (Fortuneo).

Na descida da 2ª contagem do dia, o argentino Eduardo Sepúlveda da Fortuneo e Vegard Stake Laengen caíram. Thomas DeGent puxava na frente do grupo, passando na frente na contagem de montanha, com uma diferença de 3 minutos para o pelotão, comandando, como não poderia deixar de ser pela Sky de Chris Froome. No entanto, a formação britânica seria a primeira a sofrer uma grande contrariedade na etapa.

A incrível queda que levou ao abandono de Geraint Thomas – Quintana “perde” o seu principal gregário. Rafal Majka fica afastado do top 10.

Como se pode ouvir no vídeo acima postado, os jornalistas colombianos ficaram extremamente excitados com o azar de Geraint Thomas. No audio pode-se ouvir com nitidez a excitação vocal (e as palminhas) da locutora quando se apercebeu que o ciclista da Sky caído na berma era o galês. Estavam longe de imaginar a perfeita banhada de etapa que lhes foi brindada mais à frente por Nairo Quintana.

Christopher Froome perdia o seu principal gregário mas não era o único a lamentar a perda de um “ente” importante. Como Jesus Herrada também caiu, Nairo Quintana perdia também o seu principal gregário, como de resto viemos a confirmar mais à frente na etapa perante a ausência de Andrey Amador no grupo da frente. Enquanto Thomas foi directamente para o hospital, Herrada ainda conseguiu ficar em prova num grupeto muito recuado da frente da corrida.

Para além destes 2 ciclistas, Simon Yates e Rafal Majka também foram ao tapete. O polaco ficou irremediavelmente afastado da luta pela etapa e por um lugar dentro do top10.

A corrida seguiu. Enquanto lá na frente Laurens Ten Dam e Primoz Roglic lutavam pelos pontos da montanha cá atrás o grupo do camisola amarela recompunha-se do valente susto representado pelos trambolhões acima citados.

Enquanto Jesus Herrada chorava junto à bicicleta, Alexei Lutsenko era resgatado numa ravina. A queda do ciclista casaque da Astana foi simplesmente devastadora…

Mexidas na frente

Com 97 km para a meta, um grupo de 7 corredores decidiu mexer com a frente da corrida. Jan Bakelants, Axel Domont e Alexis Vuillermoz (AG2R-La Mondiale), Jarlinson Pantano (Trek), Pawel Poljanski (Bora), Tiejs Benoot (Lotto-Soudal) and Warren Barguil (Sunweb) queriam mais. A diferença para a frente caíra e para muitos destes ciclistas haveria que preparar as investidas que poderiam surgir no grupo Froome. Os 3AG2R e Jarlinson Pantano trataram de se por a jeito para eventualmente receber a corrida nos seus braços, se bem que os cerca de 3:30m de desvantagem na geral de Vuillermoz ainda eram, naquele momento, uma ameaça à liderança de Froome. Num segundo grupo entretanto formado, Bauke Mollema, Simon Geshke e Michael Matthews tentavam, em conjunto com mais 3 corredores chegar à frente. Ainda havia um sprint intermédio por disputar no final da descida do Grand Colombier. O australiano da Sunweb viria a conquistá-lo porque o seu embaixador no grupo principal, Warren Barguil, iniciou uma série de diálogos informais com os seus companheiros de fuga, de forma a permitir a sua reentrada no grupo. Matthews ainda não desistiu da verde e conseguiu, durante a etapa de hoje, recuperar preciosos pontos que o recolocam na luta pela camisola que está na posse de Marcel Kittel.

A situação de corrida na frente era esta: Michael Matthews, Simon Geshke e Warren Barguil, Carlos Alberto Betancur, Bauke Mollema e Jarlinson Pantano, Jan Bakelants, Tiesj Benoot, Alexis Vuillermoz, Daniel Navarro e Tony Gallopin.

O esticão promovido por Michael Matthews para vencer o sprint intermédio haveria de arrastar consigo Tony Gallopin e Jan Bakelants. O sorumbático pseudo-trepador da nova geração do ciclismo francês tentava a sua sorte na 3ª categoria especial do dia nos 9 km (a uma inclinação média de 10%) do Mont Du Chat.

Lá atrás, Bauke Mollema iniciava os seus esforços em conjunto com Warren Barguil e Tiesj Benoot (andou sempre por perto, voltando a dar um arzinho da sua graça quando Barguil já se encontrava isolado na frente) para chegar à frente da corrida. Na subida para o Mont Du Chat, Gallopin estoirou por completo e Barguil livrou-se de Mollema assim que pode. O estonteante trepador da Sunweb, ciclista de 25 anos que tem, quanto a mim, um futuro radioso na modalidade se conseguir ser mais regular e se treinar afincadamente no departamento do contra-relógio, nem quis saber de Gallopin quando o pode alcançar. Barguil queria a vitória.

Iniciava a subida lá atrás. Com Barguil a cerca de 1:40 de distância, Benoot pelo meio (o ciclista da Lotto-Soudal fez uma subida de trás para a frente, dobrando Mollema e Bakelants), a Sky, reduzida a 2 homens na companhia do seu chefe-de-fila (a dupla de Mikels) tentava por um ritmo suficiente desencorajador a qualquer intenção que pudesse surgir.

No entanto…

A avaria mecânica de Froome e o atrevimento de Fabio Aru

Assim que o inglês da Sky levantou os dois dedos para sinalizar a sua avaria, o italiano não se fez rogado. Muitos criticaram o italiano em virtude do seu comportamento anti-desportivo. Muitos outros também o criticaram por não ter arriscado mais no ataque. A doutrina divergiu. Com alguma justiça. Se a situação se tivesse passado ao contrário, estou certo que Chris Froome aproveitaria o momento para mexer com a corrida.

Pelo sim, pelo não, Quintana e Porte responderam de imediato ao fulminante ataque do italiano. Martin tentava juntar novamente o grupo. Mais atrás, Henao, Landa e Nieve tratavam de rebocar o seu líder até à frente da corrida. A intentona promovida por Aru acabaria por terminar de seguida por falta de colaboração dos demais presentes. Aru foi-se, literalmente aos arames. Froome recolocou-se e a Astana tratou de lançar Jakob Fuglsang. A investida parecia indicar a possibilidade de termos Aru novamente ao ataque.

Errado. Seria Porte a mexer na corrida com 3 ataques tímidos respondidos de imediato por Froome. O inglês estava com a corda toda. Assim que Porte travou a sua estúpida atitude (para se atacar Froome, ou se vai com tudo ou simplesmente não se vai), o britânico acelerou a corrida. Nairo e El Pistolero Alberto Contador cederam e nunca mais reentraram no grupo da frente. Contador fez jus às suas declarações de ontem quando afirmou que o veloz ritmo imposto na frente durante a etapa de ontem poderia ter as suas consequências durante esta etapa. Não posso porém também deixar passar esta ocasião para dizer que “El Pistolero” parece estar passado como o vinho… Ou muito me engano ou estamos a assistir ao início da sua fase de decadência.

Barguil passava na frente no Mont Du Chat. Os pontos obtidos tornam o ciclista da Sunweb o novo líder da montanha. A diferença registada para o grupo de Froome deixava no ar várias possibilidades de chegada no final. Uma descida rápida do britânico seria o suficiente para apanhar Barguil.

A tenebrosa descida do Mont Du Chat para Chambery – As aparatosas quedas de Porte e Martin. 

O que é que terá passado pela cabeça do australiano da BMC para cortar aquela curva pela berma? Essa é para mim a grande incógnita do dia. Terá entrado na curva de excesso de velocidade? Terão os pneus bloqueado numa travagem. As imagens não são suficientemente esclarecedoras. O que é certo é que o australiano ficou neste estado…

Adeus ao Tour para o principal rival de Froome. Ainda não se conhece a gravidade e a extensão da lesão sofrida. O australiano foi assistido por uma equipa médica e foi transportado de ambulância para o hospital de forma a realizar exames médicos. A corrida fica mais prova. Porte era o único ciclista capaz de derrotar Froome na luta pela geral individual. Acredito que Aru seja capaz de ganhar tempo a Froome na montanha mas não acredito na possibilidade do italiano os necessários 2 minutos que lhe farão falta no contra-relógio em Marselha. O australiano era portanto uma peça fundamental na engrenagem da espectacularidade que todos pretendíamos porque é um ciclista capaz de vencer Froome na montanha e no contra-relógio.

Dan Martin também foi apanhado na queda (sem consequências de maior) e o estoico Rigoberto Uran viria a sofrer problemas mecânicos em virtude do sucedido. Como o ciclista da Cannondale passou ao lado da queda mas não evitou que a sua bicicleta fosse atingida por um bidon que saltou da bicicleta de Martin, a sua roda traseira teve que ser ajeitada pelos mecânicos do carro de apoio.

Na frente, Bardet arriscava na descida. Froome tentava ganhar tempo a Quintana. E Quintana tentava, em solitário, não perder muito tempo para Froome. O colombiano não está simplesmente em forma. Compreende-se perfeitamente a razão dada a sua participação no Giro. A Movistar tinha as baterias totalmente apontadas para Valverde. Como o murciano saiu de cena logo na primeira etapa, Nairo teve que assumir o comando da equipa sem estar preparado para lutar taco-a-taco com os restantes porque o seu estado de forma actual não é o ideal.

Bardet foi heróico. O francês ganhou cerca de 25 segundos à concorrência, apanhou Barguil e isolou-se na corrida. No 2º grupo, Froome ficou na companhia de Aru, Fuglsang (entretanto alcançado) e Uran. NairoMan era apanhado por Landa, Yates e George Bennett (Lotto-Jumbo), juntando-se a meio da descida Dan Martin em virtude da queda anteriormente descrita.

Nos 8km finais Bardet deu tudo o que tinha para conseguir vencer a etapa e reduzir (beneficiando das bonificações) tempo para o líder da prova. O francês deixou todo o suor na estrada. Numa altura em que Barguil descansava na porta dos fundos para recuperar algumas energias para o sprint final, Froome pedia a Uran e aos Astana colaboração na perseguição. Afinal de contas, Quintana estava a perder mais de 1 minuto.

Bardet foi apanhado e a discussão pela etapa foi conduzida para o sprint final

Bardet passa da euforia à tristeza. “Rigo” nem quer acreditar

À semelhança do que já tinha acontecido na sexta-feira na 3ª vitória de Marcel Kittel, os comissários de corrida tiveram novamente que recorrer ao photo finish para apurar o vencedor.

À primeira vista todos tivemos a sensação que Barguil tinha vencido a etapa. O francês festejou efusivamente a vitória. Quando os comissários analisaram a chegada, o francês passou a um estado de profunda tristeza.

E Uran ninguém sabia o que dizer. O colombiano foi levado rapidamente para a zona da flash interview. Sem perceber bem como é que tinha ganho a etapa, com uma humildade do caraças, o colombiano justificou-se perante o batalhão de jornalistas presentes: “Bem, depois da queda do Porte, eu só queria salvar o dia porque tive aquela avaria que vocês viram… Eu só queria salvar o dia, não perder tempo.. Bem, esta vitória é inacreditável” – afirmou o ciclista da Cannondale.

Chris Froome aumentou ligeiramente a vantagem para os seus mais directos perseguidores. Eis o cenário da geral após o final da etapa:

Aru subiu à 2ª posição mas perdeu 4 segundos para Froome relativos à bonificação conquistada pelo ciclista da Sky em virtude do seu 3º lugar na etapa. Bardet subiu vários lugares. Ambos são neste momento os principais candidatos à amarela. Podem consegui-la a qualquer momento e tem obrigatoriamente que atacar nas próximas etapas de etapa não só para recuperar o tempo de atraso em relação a Froome como para construírem um bolo que lhes permita lutar pela vitória no contra-relógio de Marselha. Até lá ainda faltam algumas etapas de montanha.

Rigoberto Uran tornou-se hoje um sério candidato ao pódio. Se o ciclista da Cannondale se exibir nas restantes etapas de montanha ao mesmo nível a que se exibiu na etapa de hoje, atesto-lhe já a possibilidade de fechar pelo menos na 3ª posição.

Alberto Contador caiu para fora do top 10.

Pontos – Arnaud Demare foi desqualificado da corrida.

Rezam as crónicas que o sprinter francês já estava a cerca de 21 nutos da frente da corrida à passagem pelo Grand Colombier. Arnaud Demare terminou a sua participação no Tour. O francês chegou fora do controlo de tempo previsto para a etapa pelas regras da UCI. O sprinter já tinha apanhado um valente susto na etapa de ontem quando chegou a poucos minutos do limite fixado para o efeito. Durante a etapa de hoje, o francês ultrapassou-o quando se apresentou na linha de chegada a mais de 40 minutos do vencedor na companhia do irmão de Peter Sagan, Juraj, do lançador de Kittel Matteo Trentin, de Mark Renshaw, e dos seus lançadores Ignatas Konovalovas, Jacopo Guarnieri e Mickael Delage. Uma autêntica razia na equipa da FDJ. A equipa francesa apresentou o seu protesto mas não creio que os comissários de corrida da UCI possam vir a aceitar as suas pretensões porque os controlos tem vindo a ser cumprido à risca, salvo situações excepcionais motivadas por mau tempo ou por um ritmo de corrida excepcional acima da média horária prevista pela organização para a etapa.

Marcel Kittel lidera a camisola verde com mais 52 pontos sobre Michael Matthews. Na etapa de hoje percebemos que Matthews irá fugir nas etapas de montanha para recuperar a desvantagem para o ciclista germânico da Quickstep. O 3º é Andre Greipel com 130 pontos.

Montanha – Warren Barguil é o novo líder com 60 pontos. O francês tem o dobro dos pontos de Primoz Roglic. Alexis Vuillermoz é 3º com 27 pontos.

Juventude – Simon Yates reforçou a sua liderança. Pierre Roger Latour e Louis Meintjes estiveram na frente até certo ponto da subida para o Mont Du Chat. O britânico da Orica tem agora uma vantagem confortável de 2:58 para o sul-africano da UAE e 3:58 para Latour. Emmanuel Buchmann da Bora é 4º a mais de 6 minutos.

Geral por equipas – A Sky lidera com 7 minutos de vantagem sobre a AG2R. A 3ª (Astana) está a mais de 27 minutos.

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