Tour de France – Stage 14 – O potente Michael Matthews; Em Rodez, a camisola amarela voltou ao corpo de Chris Froome


Phillip Gilbert entrou extraordinariamente bem no lançado. O belga conseguiu engajar-se muito bem na tentativa de lançamento que o seu compatriota, o actual campeão belga, Oliver Naesen (AG2R) tentou realizar para Romain Bardet e Jan Bakelants. Contudo, os esforços do icónico ciclista da Quickstep acabaram por ser algo precipitados. O belga lançou muito cedo o sprint, sendo verdadeiramente “comido de cebolada” nos metros finais pelo seu compatriota Greg Van Avermaet e por Michael Matthews, ciclistas que conseguiram seguir na sua roda. 

Ao 14º dia, Michael Matthews pode finalmente saborear novamente o paladar da vitória no Tour! A difícil chegada (em ligeira ascensão) a Rodez era à partida uma das etapas onde o explosivo ciclista australiano da Sunweb poderia fazer a diferença visto que Matthews é, em conjunto com outros ciclistas como Peter Sagan, Greg Van Avermaet, Alejandro Valverde, Philip Gilbert, Michal Kwiatkowski, Rui Costa, Vincenzo Nibali ou Enrico Gasparotto, um dos ciclistas que mais ATP consegue sintetizar neste tipo particular de chegadas, gerando por conseguinte a energia necessária para poder aplicar imensa potência no seu sprint.

Sem a presença de Marcel Kittel no sprint final (a chegada era completamente antagónica às suas características; a probabilidade do alemão chegar aos metros finais em condições de disputar a etapa eram diminutas; acabou por sucumbir a cerca de 40 km da meta devido ao imenso vento lateral que se fez sentir na última hora de corrida) no sprint final (a etapa veio a revelar-se mais complicada do que inicialmente aparentava) o australiano pode garantir a 2ª vitória consecutiva de etapa para a sua equipa ao bater Greg Van Avermaet e Edvald Boasson Hagen nos metros finais. A Sunweb atingiu a plenitude dos objectivos traçados para a prova francesa. Matthews conquistou hoje a sua 2ª vitória da carreira na Grand Boucle.

A Great Victory for… Michael Matthews!

Tirada que só aqueles que jogam Pro Cycling Manager irão perceber. Sempre que o australiano ganha uma etapa no jogo, esta é a exclamação que é proferida pela voz-off que faz de radio tour!

A Sunweb trabalhou muito na frente do pelotão durante toda a etapa. Diante de uma fuga que se mostrou muito combativa (Thomas DeGent da Lotto-Soudal e Thomas Voeckler foram os últimos ciclistas a serem alcançados do quinteto que rodou grande parte da corrida na dianteira; DeGent deixou Voeckler nos 35 km finais, sendo alcançado a sensivelmente 10 do fim; pelo meio, o ciclista belga deu um enorme espectáculo de ciclismo)de um conjunto de ataques que vieram a suceder-se nos km subsequentes à capitulação de DeGent, e das condições menos favoráveis de corrida que foram causadas pelo forte vento lateral que se fez sentir, a formação alemã conseguiu satisfazer o principal objectivo a que se propôs na antevisão da prova francesa: vencer uma etapa através do seu chefe-de-fila. Matthews não falhou na etapa que mais se adequava às suas características e a Sunweb pode festejar pela 2ª etapa consecutiva. Nos últimos dois meses, a formação alemã tem vivido em pleno estado de graça em virtude das vitórias que tem alcançado em diversas provas.

O caminho para a vitória não foi fácil. A formação alemã teve que lidar com a fuga inicial e com os esticões que foram protagonizados por alguns ciclistas de imensa qualidade na parte final. Enquanto Marcel Kittel perdeu o contacto com o pelotão numa fase da corrida em que o vento lateral se fazia sentir com mais intensidade (o alemão desligou-se da corrida), Tony Martin (Katusha), Pierre Luc Perichon (Fortuneo) ou Damiano Caruso (BMC) foram alguns dos ciclistas que tentaram, dentro dos últimos 10 km, lançar ataques que pudessem vir a desgastar a equipa do ciclista australiano.

Aru perde a amarela para Froome

A complexa chegada em inclinação a Rodez poderia provocar cortes no grupo principal se a corrida fosse acelerada. Vários ciclistas do top10 foram apanhados de surpresa na aceleração final que foi protagonizada na parte final da etapa. Chris Froome conseguiu recuperar a camisola amarela porque a Sky esteve especialmente interventiva nos km finais. Assim que pressentiu o perigo a cerca de 11 km da meta, a formação britânica tratou de se colocar na dianteira do pelotão para evitar males menores, chegando inclusive a liderá-lo num cenário de corrida em que existiam homens na frente. Froome pode então chegar aos 500 metros finais na dianteira da corrida, com possibilidade até de vencer a etapa. O britânico foi 7º na etapa. Bem posicionados também estiveram Dan Martin e Rigoberto Uran, ciclistas que fecharam logo atrás do britânico.

Romain Bardet e Simon Yates perderam 4 segundos para a geral. Mikel Landa perdeu 14 segundos. Nairo Quintana e Alberto Contador perderam 21 segundos. Já Fábio Aru fechou em 30º na companhia de vários ciclistas como Manny Buchmann (Bora), Louis Meintjes (UAE; dura machadada nas contas pela geral do Prémio daJuventude; o sul-africano está agora a 3.07m de Simon Yates; a recuperação será praticamente impossível se atendermos ao momento de forma fantástico pelo qual tem passado o britânico da Orica durante a prova) e Alexis Vuillermoz (ag2R). O italiano não deveria ter concedido estes importantes segundos para o chefe-de-fila da Sky. Já diz o ditado que por um segundo se perde e por um segundo se ganha. O italiano saltou para a 2ª posição da geral a 18 segundos de Froome. Já Bardet está agora a 23s. Uran está a 29s. Landa a 1.17m e Martin a 1.26.

A extenuante etapa de amanhã promete. A chegada a Le-Puy-en-Velay poderá oferecer um grande espectáculo de ciclismo. A 34,5 km da meta teremos a passagem por uma primeira categoria de dificuldade aceitável. No Col de la Peyre Taillade os ciclistas já terão sofrido o desgate acumulado de uma etapa que conta com outra primeira categoria logo no preâmbulo da etapa, uma 3ª a meio da etapa e uma subida não categorizada de 11,6 km para L´Hospitalet du Sauvage, ascensão de 3% de pendente média que poderá obviamente ajudar à festa.

Para fechar a etapa, após a descida da Peyre Taillade, ainda existirá uma 4ª categoria de diminuto grau de dificuldade no Cote de Saint-Vidal, contagem colocada a menos de 6 km da meta.

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