O golo do dia


A “joga” de Alex Iwobi frente ao Bayern de Munique no jogo amigável disputado pelas duas equipas em Xangai.

Os bávaros parecem-me mais adiantados ao nível de forma física nesta fase da temporada, algo que é profundamente normal visto que os alemães irão iniciar a sua temporada uma semana mais cedo que os londrinos. Contudo, segundo alguns jornais britânicos, os gunners sofreram um conjunto de contrariedades adicionais às limitações existentes: alguns jogadores (Kolasinac, Ramsey) jogaram com claras limitações provocadas por uma intoxicação alimentada e jogadores como Giroud ou Mertesacker nem saíram do hotel para disputar a partida.

Três ou quatro unidades (Ribéry, Bernat, Muller, Alaba) já estão em modo de competição, factor que é naturalmente positivo para Carlo Ancelotti dadas as múltiplas ausências de jogadores que ainda estão de férias como Joshua Kimmich, Arturo Vidal, Niklas Sule e Sebastien Rudy. Apesar de só constar na lista de ausências um jogador titular preponderante na mecânica da equipa (Vidal), os citados irão ser jogadores com alguma preponderância numa equipa cujos responsáveis estão a preparar a entrada de um novo ciclo.

O jogo foi bastante agradável. As ideias de jogo deste Bayern continuam no mesmo sítio. As vistosas transições em contragolpe em tabela ou 1×2, as constantes variações de flanco em ataque posicional, as combinações entre interiores (aberturas de Ribéry para as entradas de James na área, pelo flanco oposto, para as costas da defensiva adversária), a constante colocação de jogo interior vertical por parte de Alaba na fase de construção, são processos conhecidos de todo o público em geral.

Já Wenger aproveitou a partida para continuar a realizar algumas experiências no sector defensivo, visto que também ainda não pode contar com muitos jogadores. O 3x4x3 do francês passa claramente a 5x4x1 em momento defensivo. Bellerin, Mustafi, Rob Holding são Alexis Sanchez ainda estão de férias, em virtude das suas participações, durante o mês de Junho, nas competições oficiais disputadas pelas suas selecções. Os 4 jogadores são unidades preponderantes na mecânica do treinador gaulês.

Sobre Alexandre Lacazette: nos primeiros testes da temporada, o principal reforço dos londrinos para a próxima temporada tem demonstrado ser o jogador a que nos habituou em Lyon: cheio de movimentos para participar nos processos de circulação a meio-campo, um avançado pronto a conceder profundidade ao jogo através de desmarcações por entre os centrais e um avançado com um enorme faro para o golo.

O momento do jogo foi protagonizado por Alex Iwobi. O rápido nigeriano materializou um roubo de bola a Renato Sanches (a exibição realizada na primeira parte por Corentin Tolisso, jogador que os alemães foram contratar a Lyon, empurra cada vez mais o português para a porta de saída; a agressividade e o raide de acção coberto pelo francês; um médio a actuar muito próximo da área, ávido a ganhar as segundas bolas, contrastou com a lentidão de processos e moleza do português, jogador que necessita claramente de sair de Munique para voltar a ganhar confiança) ainda dentro do meio-campo numa jogada que desequilibrou por completo a “certinha e organizada” defesa dos bávaros.

Veja-se portanto a forma em como Iwobi, médio que é, como não poderia deixar de ser, fruto da imensa “escola de futebolistas-velocistas” do futebol nigeriano, vindo de trás, rouba a bola ao “lento” Sanches com uma fantástica rotação, sai na transição em drible sobre um adversário…

(…) e consegue, de um momento para o outro, com uma fenomental aceleração, concentrar a defensiva do Bayern, bem como os dois médios, num curto espaço de 10 metros…

(…) antes de soltar a bola no tempo correcto para a clássica desmarcação de Aaron Ramsey para as alas (para aquele ponto específico à entrada da área onde o galês faz efectivamente a diferença no cruzamento ou na paralela para ajeitar a bola de maneira a rematar) pelo meio de 4 jogadores da formação bávara. O passe foi realizado no fantástico limiar da perfeição, permitindo portanto a criação da superioridade numérica de 3×2. O final da jogada foi um puro momento de sincronização entre dois jogadores que já se conhecem. O nigeriano entrou na área para finalizar e o galês, conhecedor do comportamento do colega de equipa, só teve mesmo que lhe colocar a bola.

 

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