Andy Robertson


A transferência do lateral escocês do Hull para o Liverpool por 11 milhões de euros foi uma verdadeira pechincha para os Reds. No início deste defeso, a imprensa portuguesa avançou a possibilidade do Sporting estar interessado nos serviços do talentoso lateral esquerdo. O “negócio Coentrão” acabou por ser mais rentável para os cofres leoninos. Jorge Jesus ganhou, para uma posição muito sensível do terreno, um jogador experiente com quem já realizou um virtuoso trabalho no passado, pesem embora as condicionantes que afectaram o jogador nas últimas temporadas, mas poderá, por outro lado, ter deixado passar um dos mais talentosos laterais da nova geração europeia. 

Andrew Robertson é de facto um fabuloso lateral esquerdo. No plano defensivo é um jogador prodigioso e muito combativo: tem um posicionamento em campo exímio tanto na cobertura do jogo exterior como na cobertura ao jogo interior, posicionamento que lhe permite interceptar muitas bolas (55 no total dos 33 jogos realizados na época passada para a Premier League; foi o lateral esquerdo com mais intercepções da Premier League), é agressivo e incisivo na abordagem aos 1×1 adversários (foi o 3º defesa esquerdo com mais desarmes efectivos; uma média de 1.7 desarmes por jogo) e tem a particularidade de ser um jogador muito lesto e efectivo sempre que é chamado a aliviar bolas na sua grande área.

No plano ofensivo, com Marco Silva, o jogador estava obviamente confinado à disciplina posicional pretendida pelo português para uma equipa que disputava cada ponto como se fosse o último das suas carreiras. Privilegiando sempre o equilíbrio defensivo, o jogador escocês subia sempre que o contexto ditado pelo jogo lhe dava autorização para subir. Não sendo um lateral que privilegia a colocação de cruzamentos como primeiro recurso, o lateral é um jogador muito hábil no último passe. O passe é efectivamente uma das suas grandes características. Quando é chamado a fazer a transição através do flanco, é um jogador que não procura imediatamente as combinações com o seu colega de sector, preferido antes jogar para o interior ou variar o jogo para o outro flanco. Na selecção escocesa, o lateral é mais expansivo nas subidas pelo flanco esquerdo, funcionando muitas vezes como o primeiro apoio que o avançado Leigh Griffith dispõe nas situações em que é obrigado (o avançado do Celtic é, à boa moda britânica, um avançado muito veloz que adora ser lançado em profundidade para as costas dos defesas), por inerência da marcação que lhe é feita pelo central adversário, a ter que segurar a bola para esperar a subida dos seus companheiros no terreno. Numa equipa de propensão mais ofensiva, estou certo que Robertson será um lateral mais presente no último terço adversário até porque no Hull, habituou-se a ter que descer rapidamente no terreno sempre que a equipa perdia a posse de bola. O escocês também possui a particularidade de rematar muito bem de meia distância. Sempre que tem uma aberta para rematar de uma posição mais interior, fá-lo sem hesitar.

Um pensamento em “Andy Robertson”

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