O dramático pontapé que deu a passagem às meias finais aos Lions


Faltavam 2 minutos e meio para terminar os 80 regulares quando todo o trabalho (e que brilhante trabalho!) de uma temporada caiu que nem um trovão sobre a cabeça do formidável ponta Springbook Ruan Combrinck. Com a bola devidamente inserida no tee numa posição do terreno algo desfavorável (a 58 metros dos postes, ligeiramente descaída para o flanco direito) ao número 14 do franchise que representa a região de Northern Cape (ainda estou habituado como o caraças ao termo selecção provincial), jogador essencial na mecânica de Johan Ackermann, treinador que irá mudar-se no final deste Super Rugby para Inglaterra, país onde irá treinador o histórico Gloucester, cabia a responsabilidade de, literalmente, matar (os tubarões) ou morrer! Combrinck não acusou a pressão do momento. A pressão. A terrível pressão!

Se em condições absolutamente normais, numa sessão de pratica, os postes parecem tão pequeninos no horizonte quando nos concentramos para enviar o bilhete, imaginem a dose adicional de pressão que um jogador não recebe naquele momento quando sabe que aquele pontapé é literalmente o momento do tudo ou nada para um conjunto de jogadores que trabalhou incansavelmente durante meses para a prossecução de um objectivo comum: chegar às finais da prova para vingar a derrota sofrida no ano passado frente aos Hurricanes de Vince Aso, Ngani Laumape, dos irmãos Barrett, dos irmãos Savea, de Cory Jane, de Nehe Milner-Skudder e sobretudo, do “agora regressado” Dane Coles. 

Combrinck não falhou e os Lions puderam seguir em frente. O jogo foi, em suma, muito parecido com a partida que ambas as equipas disputaram na 5ª jornada da fase regular. Com um erro aqui e ali (o primeiro ensaio dos Sharks surge num erro na saída de jogo dos homens da casa), muito esforço despendido pelos avançados de ambas as formações, um santo (Franco Mostert) que se tornou vilão quando, aos 63″, foi mandado com justiça para a cadeira do pecado depois de ter derrubado intencionalmente, dentro dos seus 22, um maul adversário que poderia levar fogo até à linha de ensaio, o resultado foi sofrendo várias reviravoltas.

Da partida, destaco a prestação individual de Jaco Kriel. O incansável asa dos Lions fez uma joga tremenda. Para além do ensaio obtido, o asa fez números sensacionais ao ganhar 92 metros com a bola na sua posse nos 11 carries (8 defensores batidos) que realizou ao longo da partida. Se ofensivamente, o jogador foi em determinados momentos do jogo o clique que a fez progredir no terreno, defensivamente, o 6 acrescentou um enorme espírito de combate. Pesem as duas faltas que redundaram em duas penalidades para o adversário, o jogador foi o jogador com mais placagens efectivas na sua equipa (13).

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