As propostas de Vieira e o ódio a Bruno de Carvalho


Pela frente, em público, Luís Filipe Vieira tenta transparecer a imagem do bom cidadão zeloso, cumpridor da lei, interessado em ajudar a comunidade (a ideia da criação de uma escola secundária e de uma universidade), generoso (as várias acções promovidas pelo clube junto de crianças de bairros desfavorecidos e de soldados dos vários ramos das forças armadas) e preocupado com o rumo da modalidade. Por trás, nos bastidores, quem o conhece diz que Luís Filipe é outro ser “completamente transformado”, transtornado, ganancioso e até, místico.

Não deixa de ser curioso: o que Luís Filipe Vieira propôs durante o dia de ontem não anda longe do que foi proposto em várias ocasiões ao longo destes últimos 4 anos por Bruno de Carvalho. Também não deixa de ser engraçado: a sociedade foi muito mais tolerante com a proposta de Vieira do que aquilo que foi com a mesmíssima proposta apresentada no passado pelo presidente do Sporting. Serão estes os sinais de uma sociedade cada vez mais parcial e cada vez mais dominada pela “informação para manadas” que brota dos departamentos de comunicação dos clubes?”

Se tudo isto acontece às claras, não dá para descortinar o porquê de tanto ódio sentido neste país em relação a Bruno de Carvalho. Se a atitude dos dirigentes do Benfica pode-se considerar muito menos transparente que as atitudes que o meu presidente tomou no passado, porque é que o presidente do Sporting continua a ser tão odiado?

Portanto, este ódio, que não é inocente de todo, induzido por uma campanha propagandista objectiva e comparável à que a História nos mostrou nos exemplos dos regimes totalitários, patrocinada pela habitual devassa que determinados órgãos de comunicação social executam à vida das pessoas, leva-me a concluir que o presidente do Sporting, mal ou bem, esteve e estará sempre no rumo certo, no rumo da verdade. Como referi ali atrás, o propósito é bom mas os métodos são muito duvidosos. Se o propósito não fosse o de questionar seriamente o sistema instalado, o presidente do Sporting seria obviamente tomado pelos stakeholders como um parvo inofensivo que não ameaça ninguém. Os parvos inofensivos que não ameaçam ninguém não participam da História; são votados ao desprezo. Como o presidente do Sporting nunca foi, desde o primeiro minuto votado ao desprezo da história, é sinal que mexe. E mexe com o quê? Com a estratégia de um clube? Com os interesses de uma facção? Com o poder de quem quer mandar em benefício próprio? Eis as respostas, eis um ódio que só existe porque existiu discernimento para tentar travar uma máquina que age e dispõe em benefício próprio.

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