A Vuelta será a Grande Despedida de El Pistolero, o melhor trepador de todos os tempos


Fui completamente apanhado de surpresa. A possibilidade de Alberto Contador se vir a retirar em breve já tinha ganho alguma dimensão a meio do Tour quando surgiu um zum zum que indiciava que aquela seria a última participação do espanhol no Tour. Na altura, as declarações do homem forte da Trek Steven de Jongh contrastaram com as declarações do próprio quando foi confrontado com as palavras do seu director desportivo. Contador descansou-me e eu pensei que ainda não tinha chegado a hora, não obstante os sinais de decadência que se podem observar a olho nu. Contador é rijo, sempre foi capaz de se conseguir superar ao longo da carreira, sempre foi um atleta com uma enorme força psicológica e já tinha anunciado a mesma decisão em 2015.

O anúncio fez-me verter uma lágrima. Não o escondo. Alberto Contador foi, em conjunto com outros grandes ciclistas como Iban Mayo, Robbie McEwan, Laurent Jalabert (de quem sou actualmente amigo; com quem mantenho actualmente conversas regulares via skype) Jan Ullrich, José Maria Jimenez, Paolo Bettini, Alessandro Ballan, Tom Boonen, Phillippe Gilbert, Cadel Evans, Peter Sagan ou Miguel Indurain, um dos meus grandes ídolos na modalidade. Entre Indurain ou Contador, venha o diabo e escolha. Foram tantas as tardes em que me empolguei ao ver aquele diabólico gingar de bicicleta… Foram tantos os sorrisos, tantas as vezes em que ergui os braços no ar ao mesmo tempo em que Contador cruzava a linha de chegada. Foram tantos os baques que o meu coração deu ao vê-lo atacar. Em 2010, foram tantas as vezes em que o defendi das graves acusações que lhe vieram a retirar a vitória no Tour. Custa-me a aceitar esta decisão. Os nossos ídolos deveriam correr para sempre.

Se a vida me autorizar, no dia 10 de Setembro irei a Madrid para a tua consagração como vencedor da Vuelta. Espero sinceramente que não nos desiludas e que possas correr essa Vuelta com todas as “ganas” que sempre te caracterizaram. Tento sempre ver o lado positivo das coisas mesmo quando os aspectos negativos parecem superiorizar-se. Sei que adoras grandfondos e que até já participaste em alguns. Quem sabe se em breve não estarei a correr um granfondo ao teu lado? 

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2 thoughts on “A Vuelta será a Grande Despedida de El Pistolero, o melhor trepador de todos os tempos”

  1. Longe de ser o melhor trepador…não se compara a um Marco Pantani por exemplo….foi um grande ciclista, é verdade, que soube aproveitar mt bem uma fase mais “morta” do ciclismo

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    1. Não acho. Acho que estão no mesmo patamar. Em forma, noutros tempos, o Contador era tão letal quanto o Pantani. Quanto ao resto concordo: Sastre, Schlecks, Rasmussen, Wiggins, Cadel Evans, Basso, Gesink, Cunego, Menchov, Samuel Sanchez e Alejandro Valverde (que ainda corre), Vinokourov, Juan José Cobo, eram excelentes ciclistas mas não são tão bons quanto os all-arounders da nova geração. Um Bardet, há 10 anos atrás, venceria facilmente um Tour.

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