Jean Michel Seri


Aquando da sua passagem por Paços de Ferreira, o talento que o Porto foi buscar em 2012, por empréstimo (acabando no fim da temporada por não accionar a clausula de compra; na sua passagem pela equipa B do clube da  Invicta, o médio realizou apenas um total de 19 partidas sob o comando de Luís Castro) à conceituada escola de formação de talentos costa-marfinense do ASEC Mimosas, já tinha revelado algum do seu potencial. Nas interessantes temporadas que realizou em Paços de Ferreira, o jovem costa-marfinense deslumbrou os adeptos pacenses com a sua larga capacidade de passe, com a sua apurada visão de jogo (mais concretamente com a sua capacidade em vislumbrar os espaços vazios e colocar lá a bola; característica que o transforma num médio perfeito para qualquer treinador que queira implementar um modelo de jogo mais versado no ataque à profundidade), pela sua enorme capacidade em conseguir retirar, com eficácia, a bola das zonas de pressão do adversário a meio-campo e com a sua hábil capacidade em rondar a área para criar desequilíbrios na defesa contrária quer através de tabelas quer através da entrada com bola na área em drible.

No entanto, lembro-me vagamente que uma das principais críticas que fiz na altura ao jogador era a sua falta de atitude em alguns jogos e a falta de intensidade na pressão. Em Nice, o jogador melhorou significativamente ao nível de atitude e entrega ao jogo mas continua, a meu ver, a ser um médio que revela um défice enorme ao nível de intensidade, pesem embora os factos de se ter tornado “mais recuperador” (o jogador tem actualmente uma média de 6 intercepções por jogo e uma média de 2,7 desarmes por jogo), de perder menos lances por partida (em Portugal, Seri perdia uma média de 12 lances por jogo; em Nice, o médio tem uma interessante média de 6,7 lances por jogo) e de ter optimizado ainda mais a sua “saída em drible” da pressão adversária.

Abismais são contudo os seus números no capítulo do passe. Em 16\17, o médio foi o 2º médio “mais passador” da Ligue 1 com uma média de 79 passes por jogo. O seu feito apenas foi ultrapassado pelo cérebro do jogo do PSG Marco Verratti. Não será portanto de estranhar o interesse de clubes como o Barça ou Arsenal no jogador costa-marfinense. À primeira vista, as características do médio africano, encaixam no modelo de jogo de posse de ambas as formações.

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