Curvem-se os críticos perante o maior prodígio da história do Desporto Nacional


Desculpem-me a expressão mas a raiva que sinto não me permite ter outra linguagem: curvem-se todos os merdas deste país, todos aqueles que criticam sem ter feito um único salto (que não o salto do sofá para a cama) à grandeza e à excelência deste menino-guerreiro. Curvem-se todos os pseudo-críticos deste país, todos aqueles que lhe desejaram a morte, todos aqueles que, há bem pouco tempo, encheram o mural do perfil do rapaz com frases feitas do género “Estás acabado”, “estás velho”, “não vales nada”, “se mudares para o Sporting, nada irás ganhar” à capacidade de trabalho e de superação deste atleta bem como à sua vontade de vencer.

Este salto foi dedicado a todos aqueles que não fazem ideia do esforço e da capacidade de sacrifício que um atleta precisa de ter para alcançar este tipo de resultados. Este salto também foi dedicado à quantidade anormal de doentes mentais (em pleno estado terminal) que não consegue ver um caralho para além das suas agremiações. Sim, um caralho. Sabem o que é um caralho? Eu explico. Não vos vou mandar pró caralho, mas apetecia-me imenso. Se tivesse confiança com alguns de vós (sim, vocês que agora se estão a esconder de vergonha) para vos mandar pró caralho, estejam certos e seguros que vos mandava sem hesitar. O caralho era a palavra pela qual se denominava na antiguidade a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas portuguesas. O marinheiro enviado para o caralho era portanto capaz de ver o horizonte com nitidez, para melhor perscrutar a hipótese de se encontrar terra. Não vou estou portanto a chamar invisuais mas sim cegos. Invisual é aquele que infelizmente não vê porque a vida não lhe permitiu possuir o dom da visão. Cego é aquele que por desonestidade intelectual, finge que não vê.

Os resultados estão aí. Uma década a conquistar. Assim de cabeça só consigo deslumbrar 2 atletas com mais títulos conquistados: Jonathan Edwards e Ivan Pedroso. O caminho nem sempre foi fácil. Foram mais as vezes em que Nelson Évora esteve mais próximo do abismo do que as fases em que o atleta esteve próximo de voltar a obter resultados dignos do seu enorme talento. Os atletas necessitam constantemente deste combustível para acender o seu fogo. São estes estímulos que levam os grandes atletas a nunca desistir dos seus sonhos. Não posso afiançar com toda a certeza o que vou afirmar de seguida, mas, creio que no seu íntimo, o Nelson ainda deseja a repetição da proeza alcançada em Pequim em 2008. O caminho até Tóquio é longo e o corpo já não responde da mesma maneira. A velocidade já não é a mesma e nunca será, mas há uma coisa que estes atletas tem e é essa a qualidade que os distingue dos atletas banais: a predominância do cérebro sobre o físico e a experiência acumulada durante anos.

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