2 pastilhas na vitória da competência


O Real teve “mais fome de vencer” – preparou-se melhor (Zidane está mesmo apostado em vencer todas as competições em que o clube vai entrar), entrou em Nou Camp em clara forma física, foi ao longo dos 90 minutos uma equipa extremamente competente do ponto de vista defensivo (quer quando executou um sistema de pressão alta às portas da baliza do adversário, quer quando baixou totalmente as linhas e deixou o Barcelona empolgar-se no cerco à sua área) e foi melhor na transição e na definição das jogadas de contra-ataque, quer na “leitura” do timing ideal para colocar o último passe, quer na definição da finalização. 

Asensio e Lucas Vazques: os dois velozes bandarilheiros que Zidane coloca no final de cada espectáculo para matar o touro. Objectividade e Simplicidade no seu estado mais cristalino. Nada mais simples do que recuperar o esférico, acelerar a transição no sentido de não permitir a recomposição do adversário no terreno, contemporizar ligeiramente de forma a esperar pela entrada do apoio, passar, enquadrar e chutar. 

barça 1

Casemiro já não é o jogador inofensivo e errático a quem se deva dar este tipo de espaços. O brasileiro melhorou imenso ao nível do passe, e já é um jogador capaz de executar os seus próprios desequilíbrios à frente dos terrenos normalmente pisados. Já tem presença de área e já entra muitas vezes no interior do bloco adversário. Nos corredores há disciplicência posicional. No esquerdo, era gritante. 

barça 2

Com todo este espaço, Isco faz o que quer do jogo.

barça 3

O repouso de Iniesta.

A vermelho: a acção real.

A azul: a acção de ruptura possível.

barça 4

Clara falta de agressividade no ataque ao portador por parte de (excessivas) unidades, concentradas num curto espaço de terreno. O lance terminará nos pés de Marcelo. A compressão numa curta faixa de terreno por norma resulta em espaço para jogar noutros terrenos. 

O Barça de Ernesto Valverde foi, em diversos momentos do jogo um Barça algo atípico em relação à sua identidade e à própria identidade do seu treinador. As equipas de Valverde são equipas que por norma fazem da intensidade na pressão e da agressividade uma das suas maiores armas. A falta de rendimento de algumas unidades pode ser explicada pela óptica da condição física, fruta de uma época que se prevê longa. No entanto, colectivamente achei que a formação catalã foi, a partir da meia hora de jogo algo atípica em relação à sua abordagem normal ao jogo. Para além de ter concedido muito tempo e espaço para a equipa madrilena jogar no seu meio campo (não foi falta de intensidade na pressão, foi pura e simplesmente, alguma falta de atitude e de entrega à partida; não podendo porém, noutro prisma, afirmar que a equipa não se entregou ao jogo no plano ofensivo para não correr o risco de escrever uma inverdade; a formação catalã fez um aceitável jogo ofensivo que até deu para desperdiçar várias oportunidades no interior da área merengue; denoto que Valverde permite a todos os jogadores mais liberdade para estes expressarem toda a sua criatividade), a reacção à perda de bola foi horrível para uma equipa que por norma demora cerca de 1 segundo a cair sobre o adversário sempre que perde a posse, e, o Real Madrid acabou por matar a partida em dois lances nos quais a formação catalã se expôs em demasia no último terço, facto que complicou claramente a recuperação defensiva. Frente a dois jogadores capazes de imprimir muita velocidade na transição (Isco e Lucas Vazquez) estes erros pagam-se caros.

barça 6barça 7

Formação algo exposta no acto de lançamento do contra-ataque. Quando Ronaldo recebe (não houve qualquer esforço de antecipação por parte do adversário), já há superioridade numérica. Isco só teve portanto que segurar, acelerar e lançar em pronfundide para o espaço livre. Os dotes do português fizeram o resto.

 

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