Só para ficar registada


A vitória de Elia Viviani ao sprint na clássica de Hamburgo. O italiano e o seu colega Danny van Poppel (parece que andam ao despique, saudável, para ver quem é que assume de vez o estatuto de sprinter principal da Sky) arriscam-se a ser os dois ciclistas mais vitoriosos da 2ª metade da actual temporada. No último mês e meio, os dois ciclistas atingiram 6 vitórias. Na prova alemã, Viviani bateu com estrondo Arnaud Demare e Dylan Groenewegen, outro dos grandes vencedores durante a fase de verão com 4 triunfos.

As boas performances dos dois corredores da Sky levam-me a partilhar o que comentei há bocado com um amigo que percebe imenso das lides do ciclismo: estas vitórias só reforçam ainda mais a ideia que a Sky trabalha de forma diferente das restantes equipas. Ao compartimentar as 2 formações que apresenta nas provas em que participa (uma formada pelo núcleo duro de Christopher Froome, ou seja, por um conjunto de corredores que acompanha o inglês durante todo o seu calendário competitivo; falo de ciclistas como Landa, Nieve, Poels, Thomas, Rosa, Puccio, Stannard, Kyrienka, Sérgio Henao, por vezes Elissonde, noutras Beñat Intxausti; outra formada pelos bons roladores da equipa; Viviani, Van Poppel, Boswell, Deignan, Tao Gheoghan Hart, Michal Golas, Peter Kennaugh, Christian Knees, Luke Rowe) a formação inglesa liderada por Nicolas Portal consegue criar as sinergias necessárias para optimizar o seu rendimento em todo o tipo de provas. O que pertence à montanha, treina, estagia e corre com Froome e para o sucesso de Froome. O que pertence ao plano treina, estagia e corre para o sucesso dos seus dois finalizadores.

Este não é todavia, uma forma de organização nova. Johan Bruyneel fazia isto na US Postal há uma década atrás. Toda a formação que acompanhava Armstrong, só corria com Armstrong e para Armstrong. Manolo Saiz também o fazia há 20 anos atrás na Once. Bruynel foi muito influenciado naturalmente pelos métodos de planeamento e tácticas do seu antigo director desportivo na Once. Tanto Zulle, como Olano, como Beloki (Jalabert era outra história) tinham as suas equipas pessoais pré-programadas para o seu calendário. O suíço não corria sem as presenças de Melchior Mauri e Marino Lejarreta. Olano tinha a sua super equipa formada por Carlos Sastre, Izidro Nozal, David Arroyo ou Iñigo Cuesta. Já Beloki escolheu a sua formação a dedo. José Azevedo, Igor González de Galdeano, Iñigo Cuesta, Alberto Contador e David Arroyo eram os inseparáveis do ciclista basco nos seus anos de glória (pré-queda no Tour).

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