“Desfrutar a Champions”


Sem esquecer que:

  • No ano passado, uma equipa de qualidade inferior (com um lateral esquerdo bastante miserável, com um central de qualidade inferior a Mathieu, com inúmeros problemas defensivos, com uma ala esquerda totalmente morta, com inúmeros jogadores em sub rendimento, casos de Bryan Ruiz ou Alan Ruiz, com um ponta-de-lança a cumprir a indispensável fase de adaptação ao modelo de jogo, princípios e dinâmicas da equipa) tivemos o campeão europeu nas mãos, no seu reduto, e só perdemos a partida porque aos 87 foi marcada uma inexistente “falta por estatuto” ao melhor jogador do mundo. Na altura fiquei claramente com a sensação que, se aquele jogo do Bernabeu cai para o nosso lado, Real Madrid ou Dortmund poderiam ter sido eliminados logo na fase de grupos. Se o Sporting tivesse somado aqueles 3 pontos aos 3 somados contra o Légia em casa, teríamos adoptado outra postura (muito mais tranquila e menos pressionada) frente ao Dortmund porque estaríamos a uma vitória do apuramento.
  • Na partida realizada em casa contra o Real, voltámos a ser mais fortes.
  • Que historicamente realizamos quase sempre bons jogos contra os colossos europeus.
  • Ernesto Valverde está neste momento a passar por algumas dificuldades na definição do modelo de jogo da formação catalã. Em 3 jogos oficiais, Valverde já utilizou 4 sistemas tácticos.
  • Grande dos jogadores catalães está, como vimos nos 2 jogos disputados contra o Real em má condição física.
  • A formação catalã está a anos-luz do seu rendimento natural. Quer no plano ofensivo (parece uma equipa cada vez mais dependente do virtuosismo dos seus 2 homens mais adiantados) quer no plano defensivo (falta de intensidade na pressão, indefinição nas zonas de pressão, chegada algo tardia às divididas, cedência de muito espaço para o adversário manobrar, falta de empenho, atitude e entrega do jogo).
  • O ambiente crispado que se tem sentido no seio do plantel catalão, fruto de um alegado mau estar entre os jogadores e o presidente Bartomeu.
  • O Olympiacos também será, nas duas partidas, uma formação muito complicada de bater porque possui jogadores de imensa qualidade no seu plantel como Diogo Figueiras, Alberto Botía, Hrvoje Milic, Alaixys Romao, Kostas Fortounis, Felipe Pardo, Sebá e Emmanuel Emenike.
  • A combinação que nos calhou em sorte retira-nos acima de tudo a pressão. Já temos a eliminação das competições europeias como dado garantido. Restará aos nossos jogadores trabalharem no sentido de conseguirem um melhor resultado do que uma eliminação sem glória com 2 vitórias frente ao Olympiacos, 1 vitória em casa frente ao Olympiacos, 2 empates ou até mesmo 2 derrotas frente aos gregos.

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