Desmistificar os novos imputs tácticos de Klopp em Liverpool

Há uns dias atrás já tinha escrito, a propósito das minhas observações do “novo” Liverpool de Klopp no jogo de preparação frente ao Hoffenheim, as ligeiras nuances que Mohammed Salah oferece em alguns aspectos ao modelo de Jurgen Klopp.

Com a utilização de linhas altas (avançados atrás da linha da bola), quer em 4-2-3-1 ou 4-4-1-1 (os sistemas tácticos mais utilizados no Mainz e no Dortmund) quer em 4x3x3 ou 4x3x2x1 (os sistemas tácticos mais utilizados em Liverpool) o treinador alemão pretende que a sua equipa seja uma equipa muito pressionante (com intensidade; sem momentos para respirar ou para deixar a outra equipa respirar) e muito bem organizada defensivamente.

Dentro dos sistemas tácticos operacionalizados pelo treinador alemão em Liverpool, os jogadores mais avançados no terreno devem constituir a primeira barreira de pressão (média\alta, dentro do meio-campo adversário) a sério para os adversários. A 2ª linha de pressão, composta por médios (Lucas Leiva, Emre Can) tem alguma liberdade, para poderem, por exemplo, cair em cima dos seus adversários nas faixas se os adversários quiserem iniciar a transição para o meio-campo adversário pelos corredores. Como uma boa parte das equipas “pequenas” do campeonato inglês assenta as suas matrizes ao nível de processos no contra-ataque e não gostam (algumas não se sentem mesmo confortáveis) de ter a bola na sua posse durante períodos de tempo prolongados, o alemão viu nesta chave, a chave do sucesso para tentar anular o contra-ataque adversário e dominar as partidas. A pressão média\alta quando bem executada tem a capacidade de deixar as equipas algo vulneráveis quando a bola é recuperada. A recuperação por defeito é um momento que faz subir as linhas imediatamente. Recuperando por exemplo a bola num erro de um central, numa situação em que estejam 4 jogadores muito próximos, rapidamente se pode criar uma situação de superioridade numérica que pode ser causadora de perigo junto da baliza adversária. Continuar a ler “Desmistificar os novos imputs tácticos de Klopp em Liverpool”

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Os segredos de Daniel Alves

O momento do passado fim-de-semana. Não poderia deixar este momento de antologia (mais um do jogador em causa) em branco. Se deixasse passar este momento creio que seria totalmente desonesto para com o melhor lateral direito da história do futebol. Para com um dos verdadeiros átomos que substância a matéria que é a magia desta modalidade.

Aos 34 anos, este “cara” raçudo, guerreiro, trabalhador, diligente, eficiente, resistente e resiliente, ser humano de uma grandiosidade ímpar que nunca vira a cara à luta por mais difícil que seja o objectivo ou a meta a atingir, e que sabe e sempre soube, ao longo da sua vida, ultrapassar todas as dificuldades que teve de enfrentar ou que está actualmente a enfrentar porque foi, acima de tudo, um ser humano e um atleta formado na maior escola da vida (a escola do trabalho), continua a ousar querer ser melhor jogador do que o enorme jogador que (já) era há 10 anos atrás.  Continuar a ler “Os segredos de Daniel Alves”

Volta à Polónia – Caleb Ewan volta a molhar a sopa no seu inconfundível estilo

Inconfundível e até algo bizarro para um sprinter. Quando vemos a normal postura de outros sprinters pensamos numa postura corporal expansiva: braços bem flectidos, costas bem seladas, rabo levantado do selim (na esmagadora maioria) e bicicleta a dançar entre a esquerda e a direita para ganhar mais velocidade. O talentoso sprinter australiano de 23 anos tem um centro de gravidade baixíssimo devido à sua pequena estatura de 1,65m. Se não fosse tão explosivo, o ciclista nascido em Sydney poderia ter as características morfológicas ideais para ser um bom trepador. Continuar a ler “Volta à Polónia – Caleb Ewan volta a molhar a sopa no seu inconfundível estilo”

Fiquei atónito

“Não nos podemos esquecer é onde a selecção nacional tem preferência jogar” 

“Honestamente não sei nem nunca “sube”. Sei que o Benfica tem sócios organizados. É a única coisa que eu sei, agora claques, nunca “sube” que o Benfica tem claques”

Acabou-se a internet por hoje. O dono da bola quis enganar-nos como se fossemos todos imensamente estúpidos. O analfabeto a quem apelidam de mestre da gestão em virtude do seu “profundo conhecimento” do mundo dos negócios e dos vários processos da negociação, cavalgadura de gente que mal sabe pronunciar determinadas palavras em língua portuguesa, imberbe que não constrói uma frase sem colocar uma inexistente palavra no seu caminho, que diz “ói quase” em vez “ou quase”, exerceu um esforço sincero para nos ludibriar como tivéssemos um O de “otaries” na testa e um P de “parves” desenhado na nossa camisola. Felizmente, nunca comi um gelado com a testa. A tomar pela narrativa apresentada pelo presidente do Benfica, se os jornalistas presentes (os corajosos; nos últimos anos, ninguém tem sido capaz de remexer, com minudência e com seriedade jornalística nas relações entre Vieira e o BES\BPN) lhe perguntassem se deve o capital que deve aos bancos entretanto nacionalizados com o produto do nosso suor, Vieira ainda seria capaz de responder que “jamais teve negócios com os bancos em questão”.

O homem das mil caras, agente que fala por intermédio de mil rostos, não pode porém escapar à era da Internet. Nos dias que correm é preciso ser muito burro para se dizer algo que possa ser facilmente contestado com recurso à imagem e\ou ao áudio. Repito: Muito burro.

Como é que o presidente do Benfica se vai safar desta? Existem ou não existem claques organizadas organizadas dentro do Benfica? A direcção encarnada apoia ou não apoia as claques organizadas? A direcção encarnada financia ou não financia as claques organizadas? Ou terá sido este um angustiante momento de esquizofrenia do seu treinador?